Mulher entra na Justiça para pedir que Lugo reconheça filho

Assunção, 22 (EFE).- Benigna Leguizamón, uma das três mulheres que diz ter um filho com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, apresentou hoje um processo de reconhecimento de paternidade contra o ex-bispo.

EFE |

Leguizamón, de 27 anos, denunciou Lugo perante o Tribunal da Infância e da Adolescência de Ciudad del Este, a 330 quilômetros de Assunção.

Também hoje, outra mulher, a terceira em duas semanas, assegurou que teve um filho com Lugo, embora tenha dito que não apresentará um processo de paternidade de paternidade para a criança, que agora tem um ano e quatro meses.

Na semana passada, o presidente do Paraguai reconheceu como seu o filho de dois anos de Viviana Carrillo, Guillermo Armindo, nascido em 4 de maio de 2007, cinco meses depois que ele renunciou a seu estado clerical, em dezembro de 2006, para entrar na vida política.

Quanto à denúncia apresentada hoje, Leguizamón exige que Lugo se submeta a uma análise de DNA para comprovar se é ou não o pai do segundo de seus quatros filhos, Lucas Fernando, de seis anos e que foi concebido, segundo ela, quando o chefe de Estado ainda era bispo.

O processo foi apresentado perante a juíza Delsy Cardozo, que segundo a denunciante não quis recebê-la em seu escritório em um primeiro momento e a quem, posteriormente, pediu energicamente que "façam cumprir as leis em favor de seu filho".

Leguizamón tomou a atitude depois de rejeitar na véspera a proposta do advogado de Lugo, Marcos Fariña, para que o chefe de Estado fizesse um teste de DNA por vias extrajudiciais.

A mulher, que reside em uma casa humilde em Ciudad del Este, sustenta que se relacionou com Lugo quando tinha 17 anos e que recorreu a ele para pedir ajuda em Choré, no departamento (estado) de San Pedro, onde naquela época o agora líder era a máxima autoridade eclesiástica.

"Não me interessa que existam outros casos", disse Leguizamón a jornalistas em alusão às demais reivindicações de paternidade contra Lugo e comentou que o chefe de Estado não levou a sério seu caso "porque pensou que, por ser humilde, ela não iria processá-lo".

Desde que Lugo admitiu publicamente ser pai de Guillermo Armindo, depois que dois advogados promoveram um processo em nome de Viviana Carrillo, foi gerada uma polêmica no país. EFE rg/rr

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