Mulher é única suspeita por morte de governador de província argentina

Segundo promotor, Susana Freydoz era a única pessoa que estava com Carlos Soria quando ele recebeu disparo na cabeça

iG São Paulo |

AP
Susana e Carlos Soria, em foto de 17 de novembro de 2011
A Justiça da Argentina considera Susana Freydoz a única suspeita pela morte de seu marido , o governador da província argentina de Rio Negro, Carlos Soria, morto com um disparo na cabeça no domingo.

De acordo com o promotor Miguel Fernández Jahde, responsável pelo caso, Susana era “a única pessoa” que estava com Soria quando o político recebeu o disparo, que teria acontecido durante uma “discussão familiar”.

O promotor ressaltou que por enquanto faltam provas necessárias para determinar se Susana será acusada pela morte de seu marido.

Jahde afirmou que Susana "ficou muito abalada e não disse uma palavra" ao ser interrogada. Ela estaria sedada e sob cuidados médicos.

Soria, de 61 anos, morreu na madrugada de domingo após um único disparo na bochecha esquerda. Ele morreu em seu quarto em sua propriedade em General Roca, uma das principais cidades de Rio Negro, no sul da Argentina. Segundo o promotor, a polícia apreendeu um revolver calibre 38 com o qual foi efetuado o disparo e do qual Soria era dono.

O corpo de Soria foi sepultado neste domingo em um cemitério privado de General Roca com a presença apenas dos familiares ede poucos dirigentes do partido do governo argentino, ao qual pertencia.

Soria tinha tomado posse no dia 10 de dezembro, após ganhar as eleições de setembro com 50% dos votos e se transformar no primeiro peronista a chegar ao governo de Rio Negro desde a restauração da democracia, no fim de 1983.

A presidenta argentina, Cristina Kirchner, que retorna nesta segunda-feira a Buenos Aires depois de passar as festas de Ano Novo em sua casa na vila turística de Calafate, se comunicou com os familiares de Soria e transmitiu seu pesar, disseram fontes oficiais.

O governo de Rio Negro, na Patagônia argentina e uma das províncias fronteiriças com o Chile, passou para as mãos de Alberto Weretilneck, que até agora era vice-governador e integra uma força de centro-esquerda aliada ao peronismo.

Com EFE e AFP

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