Uma britânica que admitiu ter escondido o corpo de seu bebê morto no porta-malas do carro recebeu uma sentença de 48 semanas de prisão nesta terça-feira. O juiz, no entanto, decidiu que a sentença ficará suspensa por um período de dois anos, por causa da situação psicológica da condenada.

A sentença é o final de um caso classificado como "raro" e "sério" pela juíza que o conduziu.

Claire Jones, de 32 anos, ficou grávida enquanto estava tendo um caso com um colega de trabalho. No entanto, de acordo com as versões apresentadas no julgamento, ela conseguiu esconder a gravidez de seu parceiro, David Stoneman, e sustentar uma vida dupla durante toda a gravidez.

Durante os nove meses, ela teria enganado seu parceiro de 11 anos e pessoas ligadas ao casal afirmando que estava engordando por causa de uma doença. Ao mesmo tempo, ela mentiu para seu amante, Marcus Bezerra, dizendo que já havia confessado o caso para o parceiro e que permanecia vivendo com ele apenas por conveniência financeira.

Ainda segundo relatos durante o julgamento, ela também mentiu para colegas e para seu amante dizendo que sofria de câncer e que sua mãe havia sofrido um derrame.

Ao longo da gravidez, Claire teria mantido as relações com os dois homens e chegado inclusive a comprar alianças de noivado com o amante e uma cadeirinha de criança para o futuro filho - o que aparentemente conseguiu esconder do parceiro.

Durante os depoimentos no um tribunal na cidade de Cardiff, no País de Gales, foi revelado ainda que o bebê, um menino, acabou nascendo em dezembro de 2007. O parto ocorreu durante o período de Natal no banheiro da casa dos pais de Stoneman, o parceiro. Apesar de sua própria mãe estar na casa, segundo os depoimentos, ela teve a criança sozinha e conseguiu esconder o nascimento de todos.

Os especialistas e a corte não conseguiram determinar se a criança nasceu viva ou se teria vivido por algum tempo. Jones negou tê-la matado e afirmou que tentou salvá-la após o parto. Ela alega ter tentado fazer respiração boca-a-boca.

Ainda segundo os depoimentos de Jones, após a morte da criança, ela a teria enrolado em papel toalha e colocado em um saco plástico. Depois, escondeu o corpo no porta-malas do carro.

Durante a gravidez Jones conseguiu evitar que seu amante fosse ao médico com ela e no período do nascimento disse que estava passando alguns dias com sua mãe. Durante a fase do nascimento, ela escreveu mensagens de texto dizendo que sua mãe havia morrido.

Depois do nascimento e da morte da criança, ela voltou a se comunicar com o amante para dizer que o bebê tinha morrido por causa do câncer.

O caso começou a chamar a atenção quando funcionários do hospital em que ela tinha se consultado começaram a ficar desconfiados com o fato de Claire não ter se apresentado no hospital no período que era esperado.

A polícia foi contatada quando Marcus Bezerra decidiu ir a uma delegacia para dizer que estava preocupado com Jones e o bebê. Ela foi presa e confessou ter escondido a criança - crime pelo qual acabou condenada.

Segundo médicos, Claire Jones está sofrendo de depressão profunda e tentou suicídio depois que todo o caso foi revelado.

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