Mulher desmente processo contra Lugo por paternidade de criança

Assunção, 8 abr (EFE).- Uma mulher de 26 anos desmentiu hoje ter denunciado o presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, para exigir a realização de um exame de DNA para provar a paternidade de seu filho de 2 anos, tal como tinha informado horas antes a imprensa local.

EFE |

Viviana Rosalith Carrillo Cañete entregou uma nota a jornalistas em frente à sua casa, na localidade de Fernando de la Mora, divisa com Assunção, na qual desmentiu "categoricamente ter assinado uma ação de filiação contra o senhor presidente da República, Fernando Lugo".

"Os fatos noticiados na imprensa como parte da suposta apresentação perante a justiça são absolutamente falsos. Não vou dar declarações sobre meu filho e minha vida pessoal", afirmou a jovem na carta.

Em entrevista coletiva, o assessor jurídico da Presidência, Emilio Camacho, disse que não existe a ata judicial sobre a suposta denúncia, e destacou que considera o desmentido da mulher como uma prova fundamental para esclarecer a situação.

Já o ministro de Comunicação, Augusto Dos Santos, atribuiu a polêmica a uma campanha "de instigação política" contra o chefe de Estado.

No entanto, o advogado Claudio Kostinochok, que se apresenta como assessor de Carrillo Cañete junto a seu colega Alberto Acosta, afirmou que conta, "para eventuais perícias, com a assinatura" da jovem e com a "cópia de uma extensa denúncia" formulada pela mesma.

Kostinochok explicou que estava negociando com representantes do Poder Executivo para chegar a um acordo sobre o processo, e que a informação "vazou" através da imprensa.

Horas antes, a imprensa local noticiou que Carrillo Cañete apresentou a ação perante a juíza Evelyn Peralta, da cidade de Encarnación, 370 quilômetros ao sul da capital paraguaia e vizinha à argentina Posadas.

"A jovem ofereceu várias provas, como mensagens telefônicas e depoimentos de testemunhas, para confirmar que a mesma tinha uma vida de casal com" o ex-bispo e atual chefe de Estado, afirma o jornal "Abc Color" em sua edição digital.

A litigante relatou, segundo a fonte, "que foi seduzida com belas palavras pelo então bispo do departamento de San Pedro (centro)", e contou também que "tinha apenas 16 anos quando se encontraram na casa de sua madrinha Edyth Lombardo de Vega, na localidade de Chore, onde o religioso dormia e ela morava".

Também comentou que Lugo "prometeu que deixaria a batina e ficaria com ela, para formar uma família", segundo o relato que a mulher apresentou ao tribunal. EFE rg/db

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