Mulher de terrorista é condenada por não informar de ataques a Londres

Londres, 11 jun (EFE).- A mulher de um dos terroristas detidos pelos atentados fracassados de 21 de julho de 2005 Londres foi declarada hoje culpada de não fornecer à Polícia informação sobre os planos de seu marido de causar uma carnificina.

EFE |

Os atentados de 21 de julho de 2005, que não deixaram vítimas porque só os detonadores explodiram, e não as bombas, eram voltados a três vagões de metrô e um ônibus urbano.

A ação era uma réplica dos ataques de 7 de julho do mesmo ano, que mataram 56 pessoas - entre elas os quatro terroristas suicidas - e deixaram mais de 700 feridos.

Yeshi Girma, de 32 anos e esposa de Hussain Osman, foi também declarada culpada de assistir à comissão de um crime.

Girma, mãe dos três filhos de Osman, conhecia os planos de seu marido para atacar um vagão de metrô em 21 de julho de 2005 e poderia ter impedido a ação, indicou manifestou a acusação durante o julgamento, realizado no tribunal penal de Old Bailey.

Osman, condenado à prisão perpétua no ano passado por esses ataques fracassados, pretendia explodir sua bomba na estação de Shepherd's Bush, no oeste de Londres.

Segundo a acusação, Osman falou por telefone com sua mulher meia hora depois do ataque fracassado para iniciar um plano de fuga.

Girma, cuja sentença ainda não foi anunciada, ajudou seu marido a fugir a Brighton e, posteriormente, este pegou um trem a Paris, de onde viajou para Roma, onde foi detido. EFE ep/db

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