Mulher de premiê faz greve de sexo por rixa no Governo do Quênia

Nairóbi, 30 abr (EFE).- Ida Odinga, esposa do primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, se juntou à greve de sexo de sete dias convocada por um grupo de mulheres em protesto pelas disputas no Governo de coalizão entre seu marido e o presidente Mwai Kibaki.

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Ida Odinga disse que apoia em "100%" a medida e esclareceu que "a greve de sexo não é um castigo, mas uma ação para atrair a atenção sobre o assunto", em referência às últimas disputas entre seu marido e o presidente, segundo declarações publicadas hoje pelo diário "The Standard".

Um grupo de mulheres chamado G10 convocou no Quênia uma greve de sexo de sete dias, que começa hoje, e esperam que também se una a elas Lucy Kibaki, esposa do presidente, apoio que consideram "importante para que a medida tenha incidência na classe política".

Patricia Nyaundi, diretora-executiva da Federação de Mulheres Advogadas (Fida), organização que participa da campanha, disse hoje a jornalistas que espera que "os sete dias sem sexo forcem os rivais a acercar posturas" e ressaltou que não é uma medida "frívola e banal", como apontam alguns críticos.

Por enquanto, nem o presidente nem o primeiro-ministro fizeram menção à medida das mulheres, que captou a atenção da imprensa em meio a enfrentamentos no Parlamento, que puseram o Governo de coalizão à beira da ruptura.

Kibaki e Odinga assinaram seu "casamento de conveniência", como chama o G10, em 28 de fevereiro de 2008, por meio de um acordo que pôs fim a episódios de violência pós-eleitoral que deixaram mais de 1.500 mortos e 400 mil deslocados.

Os enfrentamentos surgiram pela denúncia de fraude eleitoral por parte da oposição, liderada por Raila Odinga, que não deu credibilidade a alguns resultados eleitorais que davam vitória pela segunda vez consecutiva a seu rival, Mwai Kibaki.

Após um ano de desencontros, a falta de entendimento se aguçou na segunda-feira passada, quando Odinga defendeu a realização de novas eleições caso não fossem concedidos dois cargos no Parlamento.

À espera que Kibaki e Odinga resolvam suas diferenças, as mulheres do G10 enviarão aos dois líderes uma simbólica carta de compromisso quando terminem os sete dias de greve, "que esperamos que assinem em sinal de boa disposição", afirmou Nyaundi. EFE cho/rr

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