Mulher de partido oposicionista é eleita premiê da Jamaica

Partido Nacional Popular, presidido por Portia Simpson Miller, conquistou 41 das 63 cadeiras do Parlamento

iG São Paulo |

A social-democrata Portia Simpson Miller, presidente do opositor Partido Nacional Popular (PNP), foi eleita na quinta-feira como primeira-ministra da Jamaica, ao derrotar nas urnas o governante mais jovem da história da ilha, Andrew Holness, que ocupa o cargo atualmente.

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Reuters
Portia Simpson Miller, primeira-ministra eleita, faz pronunciamento durante comemoração de seu partido

Com 90% dos votos apurados, após uma eleição que teve de 75% de participação popular, o PNP conseguiu 41 das 63 cadeiras do Parlamento, enquanto o governista Partido Trabalhista da Jamaica (JLP) ficou com as 22 vagas restantes.

Portia, cujo partido esteve no poder durante 17 anos, foi a primeira mulher a ocupar brevemente o posto de primeira-ministra em 2006, antes de ter que ceder seu lugar em 2007 ao jovem candidato do Partido Trabalhista (JLP, centro-direita), Andrew Holness, que assumiu o cargo com 39 anos de idade.

A campanha do PNP foi centrada na luta contra o crime, a corrupção e a pobreza, problemas que assolam o país da América Central. Após os primeiros resultados, os simpatizantes do PNP, vestidos com camisas de cor laranja, começaram a chegar ao quartel-general do partido, demonstrando sua alegria no anúncio da conquista de cada novo assento.

Após o anúncio da vitória, Portia prometeu mais transparência em sua gestão. "Vocês saberão de tudo. Não esconderemos nada de vocês. Agora vocês têm um governo no qual podem confiar", disse, ao prometer diante de seus seguidores manter "uma sociedade com vocês, com o povo jamaicano, uma sociedade com o setor privado, com os meios de comunicação e com a sociedade civil".

Holness, disse Simpson Miller, reconheceu sua derrota e me felicitou de "bom grado". Ele anunciou em uma entrevista divulgada por rádio e televisão que seu partido começará a partir de "amanhã de manhã" sua campanha visando as próximas eleições, em cinco anos.

O JLP pagou o preço da má gestão da extradição aos Estados Unidos do suposto barão de drogas jamaicano, Christopher "Dudus" Coke, em maio de 2010, pelo primeiro-ministro Bruce Golding, cuja renúncia, em setembro, provocou essas eleições antecipadas, que estavam previstas teoricamente para setembro de 2012.

A prisão do narcotraficante pelas autoridades jamaicanas provocou violentos confrontos em maio de 2010 em Kingston entre a polícia e o Exército, por um lado, e os seguidores de "Dudus", pelo outro, em incidentes que deixaram ao menos 76 mortos, obrigando o governo a proclamar o estado de emergência.

A campanha eleitoral culminou oficialmente na terça-feira em meio a episódios de violência. Um tiroteio ocorreu durante um comício do JLP em Westmoreland, no oeste da ilha, deixando um militante do partido morto e outros dois feridos.

Com AFP e EFE

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