Mulher de Omar Puente briga para obter esclarecimento sobre eutanásia

Londres, 2 out (EFE).- A mulher do músico cubano Omar Puente, uma britânica que sofre de esclerose múltipla, começou hoje uma batalha legal no Tribunal Superior de Londres para que a lei que regula o suicídio assistido no Reino Unido se torne mais clara.

EFE |

Debbie Purdy, de 45 anos e que vive em Bradford (norte da Inglaterra), pensa na possibilidade de futuramente viajar para a Suíça, onde a eutanásia é legalizada, caso continue piorando da doença.

Purdy, que teve a doença diagnosticada em 1995, mantém suas faculdades mentais, mas já não consegue andar e a parte superior de seu corpo se enfraquece de forma progressiva.

No entanto, Purdy teme que seu marido, o músico cubano Omar Puente, possa ser processado no Reino Unido caso lhe acompanhe à Suíça.

O suicídio assistido é crime na Grã-Bretanha e é punido com até 14 anos de prisão.

No entanto, quase 100 cidadãos britânicos já conseguiram por fim à sua vida na Dignitas, uma polêmica clínica suíça especializada em suicídio assistido, sem que seus parentes precisassem prestar contas à Justiça.

Diante dessa dúvida, Purdy deseja que a Promotoria do Estado britânico deixe claro quando se pode processar uma pessoa que ajuda outra a morrer no exterior.

"Não sei o que vai acontecer comigo no que se refere ao avanço da minha doença e também não sei se minha vida vai se tornar insuportável, mas (se chegar a este ponto) terei de enfrentar uma decisão sobre se quero acabar com ela ou não", comentou a britânica.

"Desfruto da minha vida e das pessoas que me rodeiam e não quero morrer até que meu estado se transforme em insuportável", disse.

No entanto, ressaltou: "Se a lei não é clara posso ser forçada a viajar sozinha ao exterior antes de estar pronta (para tomar a decisão final). Quero ter o direito a uma escolha".

Na opinião de Purdy a Promotoria deveria "fixar os limites" neste tipo de caso, de modo que se saiba em que circunstâncias alguém como seu marido pode ser processado. EFE pa/fh/fal

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