Mulher de Murdoch rouba a cena após defender marido de agressão

Wendi Deng, de 42 anos, foi alçada à fama após cena de soco direcionado a agressor de marido octogenário dar a volta ao mundo

iG São Paulo |

AP
Foto de 13 de julho de 2011 mostra Wendi Deng, mulher do magnata da mídia Rupert Murdoch, durante festival de cinema nos EUA
O membro da família Murdoch que pode ter passado uma melhor impressão durante a sessão de terça-feira no Parlamento britânico sobre o escândalo de escutas ilegais do tabloide News of the World não foi Rupert Murdoch ou seu filho James , mas sua mulher, Wendi Deng.

Foi Wendi, de 42 anos, que agiu para defender seu marido de 80 anos quando, depois de cerca de duas horas de intenso interrogatório, o manifestante Jonnie Marbles, de 26 anos, avançou sobre a mesa onde estava o magnata australiano para o atingir com uma "torta" de espuma de barbear . Nesta quarta-feira, a polícia de Londres informou que ele será processado por perturbação da ordem pública.

Enquanto James Murdoch pareceu paralisado em sua cadeira, com a aparência de choque explícita em sua face ao ver o invasor no recinto, Wendi levantou-se rapidamente do assento atrás de seu marido, projetou seu braço em um grande arco e deu um soco no comediante britânico.

A cena do soco direcionado ao agressor, capturado pelas câmeras durante a audiência, deu a volta ao mundo. Suas ações atraíram elogios imediatos até de legisladores que tinham feito duras questões a Murdoch, presidente da News Corporation , dona do agora extinto News of the World. “Sr. Murdoch, sua mulher tem um belo gancho de esquerda", disse Tom Watson, um parlamentar do opositor Partido Trabalhista britânico.

Wendi, convertida em heroína ao defender o marido octogenário, tem fama de ser uma mulher leal e ambiciosa. Antes desse gesto, Wendy, ex-jogadora de vôlei de nacionalidade americana e nascida na China, já era conhecida por seu papel em uma das famílias mais poderosas do mundo.

Apesar de não ocupar nenhum cargo na News Corp., ela é um apoio fundamental para ele e mostra um grande interesse por seu negócio.

O casal tem duas filhas que herdarão uma importante participação na News Corp., um grupo com tentáculos que possui jornais e redes de televisão em todo o mundo, entre eles a Fox, Sky TV e o jornal econômico Wall Street Journal.

Wendi conheceu o marido quando trabalhava em sua rede Star Television em Hong Kong. Seus ex-colegas a descrevem como uma mulher ambiciosa, com grandes habilidades sociais. Nascida em 1968 na cidade de Xuzhou, no leste da China, em plena Revolução Cultural, partiu de seu país aos 19 anos para estudar nos EUA, onde se tornou muito amiga do casal Jake e Joyce Cherry.

Ela viveu na casa desse casal na Califórnia, mas se mudou quando Joyce descobriu que seu marido e ela tinham um caso. Wendy e Cherry se casaram, mas se divorciaram menos de três anos depois. Enquanto isso, a chinesa adquiriu a nacionalidade americana.

Depois de se formar em gestão na Universidade de Yale em 1996, foi fazer um estágio na Star Television. Em um convite organizado pela companhia conheceu o futuro marido, então casado com sua segunda esposa, Anna. O terceiro casamento de Murdoch ocorreu em 1999 em um iate particular nos EUA, que havia comprado para sua aposentadoria.

O casal vive atualmente em Nova York com suas filhas Grace e Chloe. As duas herdarão uma imensa fortuna depois que Murdoch decidiu, em 2005, mudar seu testamento para dar-lhes uma parte igual a de seus primeiros filhos, já adultos.

Segundo essa mudança, Wendy terá um papel fundamental na família quando Murdoch morrer, já que será testamenteira e precisará garantir que as filhas recebam sua herança aos 30 anos.

Na audiência de terça-feira diante da Comissão de Cultura, Meios de Comunicação e Esportes do Parlamento britânico, Wendy sentou-se atrás de seu marido. Durante a sessão foi possível ver como o animava frequentemente.

O tabloide Daily Mail a chamou nesta quarta-feira de "heroína do momento", por defender o marido do ataque com espuma de barbear.

Assista ao vídeo com o ataque a Murdoch:

*Com New York Times e AFP

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