Mulher austríaca afirma ter sido estuprada por Josef Fritzl em 1967

Viena, 30 abr (EFE).- Uma mulher austríaca afirmou hoje ter sido estuprada em 1967 por Josef Fritzl, que ficou conhecido ao manter sua filha em cativeiro por 24 anos e de ter abusado sexualmente tela, relações incestuosa que levou ao nascimento de sete crianças.

EFE |

A denunciante, que permanece no anonimato, afirma em declarações publicadas hoje no jornal "Oberösterreichische Nachrichten", de Linz, que reconheceu Fritzl como o homem que a estuprou há 41 anos.

"Quando vi as imagens de Fritzl na televisão sabia que era ele.

Reconheci por seus olhos", afirmou a mulher.

Segundo a agência de notícias austríaca "APA", o advogado de Fritzl disse que se trata de um crime que prescreveu, ou seja, que já foi eliminado dos arquivos penais, o que não permite que seja usado contra seu cliente.

A mulher afirma que Fritzl a estuprou em outubro de 1967 em sua própria casa, em Linz, enquanto seu marido estava no trabalho.

Desde a última terça circulam pela imprensa local e internacional rumores sobre uma suposta condenação anterior de Fritzl por estupro, por causa da qual teria passado três anos na prisão.

A "APA" afirma hoje que a Polícia austríaca reabriu as investigações sobre o assassinato nunca esclarecido de uma jovem em 1986 perto da localidade de Mondsee. No entanto, por enquanto as autoridades não confirmaram a existência de uma relação entre Fritzl e este episódio.

Naquela época, a mulher de Fritzl tinha um restaurante nesta localidade, situada às margens do lago Mondsee, não muito longe de Amstetten. O corpo de uma jovem de 17 anos foi encontrado no lago, envolvido em plástico, e o assassino nunca foi encontrado.

Um porta-voz da procuradoria da Baixa Áustria, onde Fritzl está detido, disse hoje que não sabe nada sobre uma possível relação entre o acusado e este assassinato.

Fritzl foi detido no último sábado após ser descoberto que manteve sua filha Elisabeth, de 42 anos, em cativeiro durante 24 anos, no porão de sua casa.

O acusado abusou sexualmente da filha reiteradas vezes, o que fez com que ela desse à luz a sete filhos, um dos quais morreu com poucos dias de vida.

Este caso de incesto causou comoção em todo o mundo e acontece apenas dois anos após a libertação de Natascha Kampusch, outra menina austríaca, que atualmente tem 20 anos, e que foi mantida presa em um porão próximo de Viena durante oito anos. EFE jk/ev/fal

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