Mujica assume custo político e apoia Kirchner na Unasul

Campana (Argentina), 4 mai (EFE).- O presidente do Uruguai, José Mujica, expressou hoje seu apoio à escolha do ex-líder argentino Néstor Kirchner como secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), apesar do custo político que isso representa para seu país.

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Campana (Argentina), 4 mai (EFE).- O presidente do Uruguai, José Mujica, expressou hoje seu apoio à escolha do ex-líder argentino Néstor Kirchner como secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), apesar do custo político que isso representa para seu país. "De maneira incondicional, sem que ninguém tenha imposto condições, acompanhamos o consenso dos presidentes" em favor de Kirchner, apontou o líder ao expressar a posição de seu Governo na cúpula da Unasul. A decisão de Mujica abre a porta à escolha de Kirchner, quem foi vetado pelo Uruguai há dois anos, em sua tentativa de ocupar a secretaria-geral do organismo, em meio ao conflito entre os países pela instalação de uma fábrica de celulose no Rio da Prata, que divide os dois países. Ao dar apoio a Kirchner, o líder uruguaio insistiu que decidiu "acompanhar o consenso dos presidentes latino-americanos" para que a Unasul tenha seu primeiro secretário-geral e possa "progredir com o conjunto dos povos". Mujica fez um chamado "aos Parlamentos" dos oito países que ainda não ratificaram o Tratado Constitutivo da Unasul, "para que aprovem a existência" deste fórum. O Tratado Constitutivo da Unasul foi ratificado pelos Parlamentos da Bolívia, Equador, Venezuela e Guiana, enquanto ainda não deram esse passo Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai. EFE alm/dm

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