Mugabe rejeita pressão internacional e diz que não renuncia

Harare, 9 dez (EFE).- O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe rejeitou hoje, por meio de seu porta-voz, as reivindicações de diversos países ocidentais e africanos para que renuncie, como primeiro passo rumo à solução da crise política, econômica e humanitária que sofre o país, agravada atualmente por uma epidemia de cólera.

EFE |

Segundo George Charamba, o porta-voz oficial de Mugabe, os países ocidentais querem levar o Zimbábue ao Conselho de Segurança da ONU com o argumento de que o cólera e a falta de alimentos incapacitaram o Governo.

"Os britânicos e os norte-americanos estão empenhados em arrastar novamente o Zimbábue ao Conselho de Segurança", disse Charamba ao jornal estatal "The Herald".

Segundo Charamba, "o Ocidente não se deterá diante de nada para se assegurar de que Zimbábue seja invadido por forças estrangeiras" com o objetivo de derrubar Mugabe.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou hoje de Genebra que 589 pessoas, a maioria em Harare, já morreram por causa do surto de cólera, que infectou 13.960 pessoas em todo o país e considera que o número de infectados pode chegar a 60 mil na capital.

Enquanto o Ocidente responsabiliza a Mugabe pela crise no Zimbábue, cuja inflação neste ano chegou a 231.000.000%, a União Africana (UA) segue insistindo em que o diálogo político seria a única maneira de tirar ao país da catástrofe sócio-econômica que põe em perigo a vida de milhões de pessoas.

"Só o diálogo entre os partidos zimbabuanos, respaldados pela UA e outros organismos regionais, pode restaurar a paz e a estabilidade no Zimbábue", afirmou Salva Rweyemamu, porta-voz do presidente da Tanzânia e titular de turno da UA, Jakaya Kikwete.

Robert Mugabe governo o Zimbábue desde sua independência, em 1980. EFE tm/jp

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