Mugabe rechaza críticas sobre situación de los DDHH en Zimbabue

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, acossado pela oposição e questionado pela comunidade internacional, rejeitou nesta sexta-feira as críticas sobre sua atuação em matéria de direitos humanos, afirmando que a democracia só chegou ao país após a independência em 1980.

AFP |

Mugabe rejeitou principalmente a posição da Grã-Bretanha, antiga potência colonial, em seu primeiro pronunciamento público desde a questionada eleição presidencial de 29 de março.

"Hoje ouvimos os britânicos dizerem que aqui não há democracia, que as pessoas estão sendo oprimidas, que há uma ditadura, que nem os direitos humanos nem a lei são respeitados", afirmou Mugabe durante um discurso em ocasião do 28º aniversário da independência do Zimbábue.

Mugabe era o principal orador de uma cerimônia organizada em um estádio em Highfield, cidade da periferia de Harare que no passado foi baluarte da luta contra a opressão dos brancos.

"Nós, e não os britânicos, estabelecemos a democracia baseada no princípio de um voto para cada pessoa, uma democracia que rejeitou a discriminação de raça ou de gênero e respeitou os direitos humanos", acrescentou.

"Nós que trouxemos a democracia para este país, fomos nós que acabamos com a opressão", disse em um estádio repleto de seguidores.

O presidente, de 84 anos, que é considerado em muitos países da África um herói por sua liderança na guerra de libertação dos anos 1970, enfrenta o momento mais delicado de seu mandato, que começou com a independência do Zimbábue em 18 de abril de 1980.

Seu partido, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (ZANU-PF), perdeu o controle do Parlamento nas eleições legislativas e, apesar de o resultado da eleição presidencial ainda não ter sido divulgado, afirmou que dará todo seu apoio a Mugabe para um segundo turno, reconhecendo implicitamente que este não obteve a maioria de 50% contra seu rival opositor Morgan Tsvangirai.

bur-co/dm

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