Mugabe recebe visita da UE e diz esperar melhoras em relação com o bloco

Harare, 12 set (EFE).- O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, disse hoje, ao receber uma delegação de alto nível da União Europeia (UE), que espera que a visita sirva para melhorar as relações entre ambas as partes.

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"Recebemos vocês de braços abertos e esperamos que as conversas sejam frutíferas e com resultados positivos", disse Mugabe antes de se reunir com os europeus, liderados pelo comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, o belga Karel de Gucht.

A delegação do bloco, a primeira deste nível a visitar o Zimbábue em sete anos, viajou com um duplo objetivo: reduzir as tensões entre a UE e o país e melhorar a cooperação ao desenvolvimento, segundo De Gucht.

Mugabe, representantes de seu partido - a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF) - e empresários ligados ao Governo enfrentam sanções da UE, dos Estados Unidos e de outros países.

Tanto a Zanu-PF como Mugabe já disseram que essas punições são um dos principais obstáculos à aplicação total do acordo político que, em fevereiro, possibilitou a formação de um Governo de união nacional com o Movimento para a Mudança Democrática (MDC).

A UE, no entanto, insiste que as sanções são pessoais e não afetam o país ou o novo Governo.

De qualquer forma, o tom conciliador adotado hoje por Mugabe contrasta com a agressividade das palavras que proferiu ontem numa conferência da ala jovem de seu partido, na qual chamou os ocidentais de "brancos sanguinários" e acusou-os de "duplo discurso" e de "tentar enganar o povo" zimbabuano.

Já De Gucht disse hoje que a visita não tem como fim a apresentação de um pedido de "desculpas" nem iniciar uma disputa, mas "estabelecer uma base comum, a partir da qual seja possível progredir rumo a acordos políticos e reforçar a cooperação plena com o Zimbábue".

Após o encontro com Mugabe, a delegação europeia deve se reunir com o primeiro-ministro e líder da oposição, Morgan Tsvangirai. Em pauta, estarão o estreitamento dos laços políticos e as melhores formas de se canalizar a ajuda humanitária e ao desenvolvimento. EFE tm/sc

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