Mugabe presta juramento a comissões Eleitoral e de Direitos Humanos

Harare, 1 abr (EFE).- O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, prestou juramento à nova Comissão Eleitoral e à primeira Comissão de Direitos Humanos do país, criadas a partir do acordo para a criação do Governo de união nacional formado há mais de um ano, informou hoje a imprensa local.

EFE |

O primeiro-ministro, Morgan Tsvangirai, e o vice-primeiro-ministro, Arthur Mutambara, participaram da cerimônia, na qual o juiz do Supremo Tribunal, Simpson Mutambanengwe, ocupou a Presidência da Comissão Eleitoral e o ex-professor da Faculdade de Direito da Universidade do Zimbábue Reginal Austin da de Direitos Humanos, segundo precisou o diário governamental "The Herald".

A nomeação segue à da Comissão de Meios de Comunicação, realizada mês passado. As três devem estudar mudanças legais e constitucionais que permitam chegar a eleições livres e limpas no país.

Mugabe e seu grupo, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), governaram o país de forma autoritária desde a independência do Reino Unido, em 1980, até fevereiro de 2009, quando foi formado um Governo de Unidade com o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), do primeiro-ministro, Morgan Tsvangirai.

O Governo de unidade se baseia em um Acordo Político Global, alcançado em setembro de 2008. Tvangirai acusou reiteradamente Mugabe de descumprir o trato, especialmente ao se negar a aceitar as nomeações que correspondem ao MDC e nomear membros da Zanu-PF para cargos deviam ser escolhidos por consenso.

O próprio Mugabe anunciou que não faria "concessões" a Tsvangirai e seu partido enquanto forem mantidas as sanções econômicas por parte dos Estados Unidos, União Europeia e alguns outros países a que ele e um grupo de pessoas e empresas de seu entorno familiar e político estão submetidos.

Apesar da formação do Governo de unidade, Mugabe e a Zanu-PF mantêm o controle das Forças Armadas, da Polícia e do aparelho judicial, acusados de atuar de forma arbitrária e de cometer abusos constantes contra os direitos humanos. EFE rt/pb

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