Mugabe e Tsvangirai voltam a discutir acordo para crise no Zimbábue

Harare, 12 ago (EFE).- O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, se reuniram hoje, pelo terceiro dia consecutivo, para tentar chegar a um acordo sobre a formação de um Governo de unidade nacional que permita ao país sair da crise política em que está imerso.

EFE |

Nesta terça-feira, às pressões para o alcance de uma solução negociada se somou o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW), que pediu aos governantes da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) que "insistam em um acordo entre os partidos para um programa global de direitos humanos".

Às vésperas da cúpula que a SADC realizará neste fim de semana, em Johanesburgo, a HRW exige que o partido de Mugabe, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), suspenda a campanha de violência contra o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), de Tsvangirai.

Além disso, cobra a destruição dos campos de tortura, o julgamento de seus responsáveis, a desmobilização das milícias da Zanu-PF e o "estabelecimento de uma comissão independente que investigue as informações de execuções extrajudiciais, torturas e maus-tratos" contra os eleitores de Tsvangirai.

A HRW reivindica ainda o fim da suspensão que o Governo do Zimbábue impôs às operações das agências humanitárias internacionais no país.

Por sua vez, o Congresso Sul-Africano de Sindicatos (Cosatu) anunciou, para setembro, uma semana de boicote no envio de mercadorias ao Zimbábue e à Suazilândia.

Assim como a HRW, o Cosatu exige que Mugabe acabe com a violência de seus seguidores contra a oposição e permita a atuação das agências humanitárias internacionais.

Enquanto isso, em Harare, Mugabe, Tsvangirai - chefe da ala majoritária do MDC - e Arthur Mutambara - líder da ala minoritária - continuam tentando chegar a um consenso sobre a formação de um Governo de unidade nacional, com a mediação do presidente sul-africano, Thabo Mbeki.

Os três políticos zimbabuanos disseram que esperam alcançar um acordo, ao passo que Mbeki, encarregado pela SADC de facilitar as negociações, quer chegar à cúpula da organização com o conflito já solucionado.

As conversas entre a Zanu-PF e o MDC começaram depois da assinatura de um memorando de entendimento, ocorrida em 21 de julho.

EFE sk/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG