Harare, 18 jan (EFE).- O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, disse que não dará mais poder ao opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), às um dia antes da reunião entre as partes para materializar um acordo político alcançado em setembro do ano passado.

Em declarações publicadas hoje pelo semanário governista "Sunday Mail", Mugabe, de 84 anos, diz que as todas as concessões foram feitas em seu devido tempo, e que "a fase de negociações já terminou".

"Agora, é o momento no qual ou aceitam ou as comunicações são cortadas", declarou o presidente em relação à reunião que o Governo e o MDC terão amanhã.

"Além do mais, este é uma acordo provisório, e se (os opositores) têm algum problema, podemos falar disso depois que fizerem parte do Governo", acrescentou.

Segundo o documento original, assinado em 15 de setembro de 2008, Mugabe continuará sendo o presidente do Zimbábue, enquanto o líder do MDC, Morgan Tsvangirai, será o primeiro-ministro, e Arthur Mutambara, líder da ala minoritária do MDC, ocupará o posto de vice-primeiro-ministro.

No entanto, Tsvangirai se recusou a implementar o pacto, já que, segundo alega, o poder não distribuído de forma equitativa.

O argumento do líder opositor se baseia no fato de que Mugabe pretende ficar com os ministérios mais importantes, como os da Defesa e o de Interior, que controla o Exército e a Polícia.

Da reunião de amanhã, participarão como mediadores o presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, e seu colega moçambicano, Armando Guebuza, assim como o ex-presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, presente nas negociações desde o seu início. EFE rt/sc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.