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Mugabe chama acordo de Governo de unidade do Zimbábue de humilhante

Harare, 18 set (EFE).- O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, descreveu hoje como humilhante o acordo para formar um Governo de unidade assinado na última segunda com o líder da oposição, Morgan Tsvangirai, mas se mostrou comprometido com seu cumprimento.

EFE |

Em uma reunião ordinária do comitê central de seu partido, União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), Mugabe declarou que se sua legenda não tivesse perdido as eleições de março não teria que enfrentar "esta humilhação", informa a edição de hoje do jornal oficial "The Herald".

"De qualquer forma, continuamos em uma posição dominante que nos permitirá reunir forças para avançar no futuro", declarou Mugabe, ao se referir ao papel que desempenhará no Governo de unidade, como chefe de Estado, enquanto Tsvangirai será nomeado primeiro-ministro.

Segundo o ministro da Justiça zimbabuano, Patrick Chinamasa, o partido do Governo ainda deve realizar uma reunião, prevista a princípio para hoje, na qual deve ser decidida a distribuição dos ministérios entre a Zanu-PF e as duas facções do Movimento por Mudança Democrática (MDC), acrescenta o jornal.

No acordo assinado segunda-feira, a Zanu-PF ficará com 15 ministérios, enquanto a facção majoritária do MDC, liderada por Tsvangirai, terá 13, e a minoritária, de Arthur Mutambara, apenas três.

Mugabe, que deve compartilhar o poder pela primeira vez desde a independência do Zimbábue, em 1980, foi reeleito presidente em junho no segundo turno de um pleito no qual participou sozinho, pois Tsvangirai retirou sua candidatura por causa dos ataques e assassinatos de seus seguidores por milícias patrocinadas pelo Governo.

Tsvangirai ganhou o primeiro turno, mas não com votos suficientes para conseguir a Chefia de Estado, enquanto o MDC obteve a maioria no Parlamento. EFE hc/wr/fal

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