Mufti egípcio considera legítimo cancelar peregrinação a Meca frente a gripe

Cairo, 16 set (EFE).- O grande mufti do Egito, Ali Gomaa, máxima autoridade religiosa islâmica do país, declarou legítimo o cancelamento este ano da peregrinação a Meca, se a nova gripe se espalhar pelo país, informa hoje um jornal local.

EFE |

Segundo o jornal independente egípcio "Al-Masri al-Youm", Gomaa disse que, "se a gripe se espalhar muito, será proibida a entrada e a saída de qualquer pessoa no país infectado com o vírus".

Essa é a primeira vez que o mufti, que emite éditos religiosos, legaliza a anulação da peregrinação a Meca - a maior, conhecida como hajj -, que é um dos cinco pilares do Islã, junto com a profissão de fé, a oração, o jejum e a esmola.

O mufti lembrou que o Egito cancelou a peregrinação em 30 ocasiões desde que acolheu o Islã, há 14 séculos, devido às epidemias ou à periculosidade das estradas que ligam o país à Arábia Saudita.

As autoridades egípcias adotaram recentemente uma série de medidas para fazer frente à possível propagação da nova gripe, entre elas limitar a idade dos fiéis que querem fazer a peregrinação menor, conhecida em árabe como Umra, a entre 25 e 64 anos.

Embora a Umra possa ser realizada em qualquer data, os fiéis costumam escolher o mês sagrado do Ramadã, que este ano terminará no dia 20 deste mês.

Até o momento, dois egípcios morreram por causa da doença. EFE nq/an

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