Mudança climática e falta de terras ameaçam indígenas, diz FAO

Roma, 8 ago (EFE) - A piora das condições meteorológicas e a limitação do direito à terra e outros recursos básicos causam risco às vidas e aos meios de subsistência de muitos grupos indígenas, que são chave para a sobrevivência a longo prazo.

EFE |

A afirmação foi feita hoje pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo.

Atualmente, calcula-se que a população indígena chegue a 370 milhões de pessoas, que representam pelo menos a cinco mil grupos indígenas diferentes em mais de 70 países.

A defesa da recuperação das terras ancestrais, a autodeterminação dos povos indígenas e os direitos humanos são as principais exigências do grupo, lembrou a FAO em comunicado.

Eles são os primeiros a sofrer com os efeitos adversos de condições meteorológicas cada vez piores e "a falta generalizada de autonomia para reivindicar bens e serviços aos quais outros grupos de população têm maior acesso", segundo a coordenadora da FAO para os povos indígenas, Regina Laub.

Mas também "podem desempenhar um papel fundamental ajudando a adaptação mundial" à mudança climática, pois costumam ser depositários de conhecimentos únicos, e da diversidade genética e biológica da produção animal e agrícola.

Quanto ao acesso à terra, a FAO lembrou que "só poucos países" reconheceram os direitos ancestrais e tradicionais à terra, que constitui "a pedra angular dos meios de subsistência dos povos indígenas". EFE cr/db

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