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Muçulmanos radicais são detidos por ataque à mesquita de seita herética

(Atualiza com detenção de atacantes) Jacarta, 28 abr (EFE).- A Polícia indonésia deteve hoje oito pessoas que participaram do ataque cometido por um grupo de muçulmanos radicais a uma mesquita de Ahmadiyah, uma seita do Islã considerada herética, sem deixar feridos.

EFE |

O incidente ocorreu hoje na localidade de Sukabumi, ao sul de Jacarta, quando cerca de 300 pessoas atacaram as instalações deste grupo religioso minoritário, colocaram fogo no templo e destruíram uma escola anexa, informou a emissora de rádio local.

Apenas três dias antes, várias dezenas de muçulmanos se concentraram nas portas deste mesmo complexo de Ahmadiyah para acusar os membros da seita de "heresia" e exigir que parassem suas atividades.

A seita muçulmana Ahmadiyah, que conta com 200.000 fiéis no país, foi qualificada de "herética" e "desviada" pelo próprio Governo da Indonésia, que deve concluir nos próximos dias seu processo de ilegalização.

No entanto, nos últimos dias, um grupo de assessores recomendou ao presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, que não siga adiante com essa medida, já que poderia ir contra a liberdade religiosa determinada pela Constituição do país.

O processo conta com o apoio de vários grupos e associações islâmicas da Indonésia, como o poderoso Conselho de Ulemás, mas é duramente criticado por organizações internacionais comprometidas com a defesa dos direitos humanos, entre estas a Human Rights Watch.

Fundada em 1889 por Mirza Ghulam Ahmad, a Ahmadiyah se denomina muçulmana, mas difere das outras correntes islâmicas por considerar seu primeiro líder espiritual como o "último profeta", um título que o Islã concede somente a Maomé.

Este fato valeu à seita a qualificação de "herética" e gerou a ira, em alguns casos acompanhada de atos de violência, dos grupos islâmicos mais extremistas. EFE jpm/an

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