Muçulmanos do Paquistão e Índia celebram fim do Ramadã

Nova Délhi, 21 set (EFE).- Os muçulmanos do Paquistão e da Índia celebraram hoje o Eid ul-Fitr, festividade que marca o fim do Ramadã, com preces e fervor religioso, mas também com grandes festas, troca de presentes e doces.

EFE |

Na região indiana da Caxemira, a única de maioria muçulmana do gigante asiático, milhares de pessoas foram às mesquitas para participar das orações do Eid, rito com o qual começam as celebrações, segundo a agência "Ians".

O chefe do Governo regional da Caxemira, Omar Abdullah, se uniu aos fiéis na mesquita de Hazratbal, da cidade de Srinagar, capital de verão da região.

Os membros das forças de segurança mobilizados na conflituosa região cumprimentavam hoje os cidadãos e lhes desejavam um feliz Eid.

Na capital indiana, desde o início do dia, as ruas da zona antiga de Nova Délhi estavam lotadas e cheias de atividade.

Depois das orações, os moradores iam às casas dos parentes para trocar presentes e comer juntos pratos tradicionais.

Centenas de fiéis foram à Jama Masjid, em Nova Délhi, a maior mesquita da Índia, segundo as imagens mostradas pelo canal "NDTV".

Ontem, a presidente indiana, Pratibha Patil, e o primeiro-ministro do país, Manmohan Singh, felicitaram os seguidores do Islã pelo fim do mês de jejum.

"Façam com que o festival fortaleça nossa resolução em promover a tolerância, a paz e a vida em harmonia", disse Singh, segundo um comunicado oficial.

No Paquistão, o fervor marcou o dia de celebrações, e houve grandes reuniões por todo o país, segundo o canal privado "Geo TV".

As autoridades intensificaram as medidas de segurança e agentes policiais foram mobilizados nos mercados e em shoppings para evitar incidentes.

O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, felicitou os muçulmanos de todo o mundo por ocasião do fim do Ramadã, segundo um comunicado oficial.

Zardari apelou ao espírito do mês sagrado para "reconstruir as vidas das pessoas devastadas pelos extremistas e pelos insurgentes", e lembrou os deslocados por causa da operação militar contra a insurgência que as forças de segurança paquistaneses realizaram no Vale de Swat.

O Exército paquistanês lançou no final de abril uma ofensiva em grande escala contra os talibãs em Swat, que matou mais de 1,7 mil fundamentalistas e cerca de 200 soldados, segundo cálculos militares. EFE mb/an

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