Muçulmanos de todo o mundo comemoram o fim do ramadã

Muçulmanos de todo o mundo festejaram neste domingo o fim do mês de jejum do ramadã e o primeiro dia das comemorações do Aid el-Fitr em meio à vigilância das autoridades, que temem uma propagação do vírus da gripe suína.

AFP |

A grande maioria dos muçulmanos organizaram reuniões em família. Alguns, como os xiitas do Iraque e os marroquinos, continuam o ramadã até segunda-feira.

O início e o fim do ramadã são determinados pela observação do crescente de lua, e as datas podem variar segundo os países e as tendências religiosas.

Em Cabul, o presidente afegão, Hamid Karzai, aproveitou a oportunidade para lançar um apelo à paz e aos talibãs.

"Mais uma vez, peço a todos os irmãos afegãos que parem de destruir seu próprio país e de matar seus compatriotas", declarou Karzai.

Nuri al-Maliki, o primeiro-ministro iraquiano, expressou suas condolências às famílias de vítimas de atentados, "entre elas as do ataque de 19 de agosto", que deixou quase 100 mortos em Bagdá.

Em Washington, o presidente americano, Barack Obama, se dirigiu aos muçulmanos.

"Durante este evento festivo, os muçulmanos se lembram das pessoas que sofrem da pobreza, da fome, dos conflitos e das doenças", afirmou Obama no sábado.

No Irã, o guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei, aproveitou o discurso do Aid el-Fitr para atacar duramente Israel, afirmando que o mundo islâmico está corroído pelo "câncer sionista".

No entanto, de um modo geral, o início do Aid el-Fitr foi comemorado com festa, longe das considerações políticas.

Em Bagdá, muitas famílias sunitas se reuniram no maior parque da cidade. O mesmo aconteceu no Líbano, onde a avenida à beira-mar de Beirute estava cheia de gente, e na Argélia, com muitos argelinos voltando às suas aldeias de origem para festejar o Aid com suas famílias.

Fogos de artíficios estão previstos na noite deste domingo perto de Riad, a capital da Arábia Saudita, e no litoral do Mar Vermelho.

Em meio ao clima de festa, as autoridades de vários países mantiveram a vigilância para limitar ao máximo o risco de propagação do vírus H1N1 da gripe suína.

No Egito, o país mais povoado do mundo árabe com 80 milhões de habitantes, onde quase 900 casos foram registrados, os fiéis foram orientados a rezar em suas casas e a evitar as mesquitas.

No aeroporto de Cairo, o retorno, em poucos dias, de 115.000 peregrinos da Arábia Saudita está sendo cuidadosamente monitorado. Todas as escolas do país foram fechadas até o dia 3 de outubro.

Na Jordânia, dignitários religiosos e meios de comunicação conclamaram a população a evitar ao máximo abraços e beijos.

Na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo com mais de 200 milhões de habitantes, cerca de 30 milhões de pessoas aproveitaram o fim do ramadã para visitar suas famílias, lotando trens, aviões, ônibus e barcos.

As autoridades também instalaram detectores de febre na entrada de alguns edifícios.

bur/yw

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