Cidade do Vaticano, 5 nov (EFE).- Um total de 144 cristãos, entre eles 77 muçulmanos convertidos, pediram hoje ao Primeiro Fórum Católico-Muçulmano reunido no Vaticano que obtenham o direito de mudar de religião.

Este grupo pediu às autoridades religiosas presentes a este Fórum que a lei islâmica não seja aplicada aos não muçulmanos, que seja abolida a condição de segunda classe (aos cristãos) e que a liberdade de mudar de religião seja reconhecida como um direito fundamental, entre outras coisas.

Os 150 cristãos, procedentes da África do Norte e do Oriente Médio, fizeram o apelo através da agência "Asia news".

Segundo a "Asia news", este grupo denunciou que as condições das minorias cristãs em países islâmicos estão se agravando perante o crescimento do islamismo radical nos últimos tempos.

Acrescentam que os novos cristãos ou os convertidos "não têm direito de expressarem a nova escolha religiosa sob pena de serem condenados por apostasia e obrigados ao exílio".

Com relação à liberdade de mudar religião, disseram que deve ser reconhecido como um direito fundamental, "um direito que vem de Deus, que não obriga ninguém a adorá-lo", declararam.

O Primeiro Fórum Católico Muçulmano, que começou ontem, tem como tema "Amor de Deus, amor do próximo" e reúne até amanhã, no Vaticano, 58 autoridades religiosas, especialistas e conselheiros.

EFE jl/fal

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