Muçulmanos chineses lamentam restrições as suas viagens aéreas durante JO

Membros da minoria muçulmana do oeste da China lamentaram as restrições impostas pelo governo chinês as suas viagens aéreas durante os Jogos Olímpicos de Pequim em razão das ameaças terroristas.

AFP |

"A segurança é realmente intensa agora. Revistaram tudo o que eu levava", disse um comerciante que apenas disse seu nome, Hasmat, após ser revistado no aeroporto de Urumqi, capital de Xinjiang, região chinesa majoritariamente habitada pela etnia muçulmana dos uigures.

Essa região está sob controle do regime comunista chinês há 60 anos e a minoria muçulmana o acusa de repressor.

Hasmat precisou que lhe pediram cartas das empresas que pretendia visitar durante uma viagem de negócios à cidade de Xian para poder comprar a passagem numa companhia aérea chinesa.

"Foi porque eu sou um uigur. Não é justo", acrescentou ao precisar que até pouco tempo atrás se deslocava em total liberdade e que também os uigures "apóiam os JO".

A China informou recentemente a descoberta de ao menos uma dezena de células terroristas que pensavam fazer ataques durante os JO. Entre estes atos, estaria a suposta explosão de um avião em pleno vôo entre Urumqi e Pequim por uma mulher.

O governo chinês garante que os separatistas uigures têm previsto ataques terroristas durante os JO. No entanto, grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que as autoridades de Pequim estão exagerando a ameaça para justificar sua repressão à dissidência em Xinjiang.

Por sua vez, um responsável pelo quartel-general da polícia de Xinjiang em Urumqi negou as acusações da minoria muçulmana e uma porta-voz da Administração chinesa de Aviação Civil acrescentou que não tem limitações às viagens aéreas de pessoas da etnia uigur.

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