Muçulmano é condenado à morte por blasfemar no Paquistão

ISLAMABAD, Paquistão - Um juiz paquistanês condenou um muçulmano à morte nessa quarta-feira por ter insultado o profeta Maomé.

AP |

O administrador da corte Falk Sher afirmou que o juiz Shoaib Ahmad Roomi também sentenciou o homem, Shafeeq Latif, à prisão perpétua e a pagar uma multa de US$75,000 em um processo por dessacrar páginas do Alcorão, em 2006.

Latif foi acusado de fazer declarações difamatórias sobre Maomé.

O julgamento aconteceu na cidade de Sialkot depois que polícia o prendeu em uma vila da região.

O advogado de Latif não quis comentar o assunto, mas Sher afirmou que o réu terá direito à apelação.

De acordo com as leis contra a blasfêmia do Paquistão, qualquer um que insulte Maomé pode ser punido com a morte. Diversas pessoas, incluindo muçulmanos e cristãos, enfrentam a pena, que grupos de direitos humanos pedem que seja abolida.

A ONG Vigilantes dos Direitos Humanos pede que o governo acabe com a pena capital em um país onde quase metade dos prisioneiros se encontra no corredor da morte.

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