Mubarak rejeita que palestinos reconheçam Israel como Estado judeu

Cairo, 15 jun (EFE).- O presidente do Egito, Hosni Mubarak, rejeitou hoje a exigência feita ontem pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que os palestinos reconheçam Israel como o lar nacional do povo judeu.

EFE |

Durante discurso a militares egípcios na cidade de Anshar, no delta do rio Nilo, Mubarak declarou que a exigência de que Israel seja reconhecido como Estado judeu "aborta qualquer oportunidade para trazer a paz".

O presidente egípcio lembrou hoje que, quando se reuniu no último dia 4 com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse a ele que "a exigência de Israel para ser reconhecido como Estado judeu desembocaria em um agravamento da situação".

Mubarak assegurou que "a pretensão de eliminar o direito dos palestinos ao retorno da Iniciativa de Paz árabe não será aceito no Egito e nem em nenhum outro país".

Ontem, Netanyahu declarou em uma universidade de Tel Aviv que o problema dos quatro milhões de refugiados palestinos "deve ser resolvido fora das fronteiras de Israel".

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro disse que Israel só aceitaria um Estado palestino "desmilitarizado" e que reconheça o país como Estado judeu e Jerusalém como sua capital indivisível, entre outras questões-chave.

O presidente do Egito, por sua vez, também afirmou que o futuro da cidade santa de Jerusalém é uma questão-chave para os problemas entre o mundo árabe e muçulmano e o Ocidente.

Em 1979, o Egito foi o primeiro país árabe a assinar a paz com Israel, mas a relação entre as duas nações é muito fria mesmo com o passar dos anos.

Para Mubarak, o Oriente Médio está diante de uma "oportunidade única".

"O conflito (árabe-israelense) será a chave para solucionar as demais questões da região. Ainda sofremos com crises, instabilidade, conflito e tensões", declarou o presidente egípcio. EFE nq-jrg/bba

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