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Mubarak diz que Egito completará construções em fronteira com Gaza

Cairo, 24 jan (EFE).- O presidente egípcio, Hosni Mubarak, insistiu hoje em que seu país completará as construções e as fortificações em sua fronteira, em referência ao muro que o Egito está construindo em seus limites com a Faixa de Gaza.

EFE |

Mubarak fez estas declarações em discurso, que foi divulgado pelos canais de televisão árabes, por ocasião do dia da Polícia, que é festa nacional no país.

O presidente egípcio explicou que a continuação das construções "não é para satisfazer a ninguém", mas para proteger a segurança nacional de ingerências e atos terroristas como os que ocorreram no passado em Taba, Sharm el-Sheikh, Dahab e Cairo.

De acordo com informações divulgadas em Israel, as autoridades egípcias estão construindo um muro com a Faixa de Gaza que entrará no chão, até 20 ou 30 metros de profundidade, para acabar com os túneis clandestinos utilizados para o tráfico de drogas e armas.

Os EUA apoiaram a construção desse muro, porque considera que serve para frear o contrabando de armas ao território palestino.

Até o momento, o Egito reconheceu que só levanta "construções" em sua fronteira para proteção.

"É o direito do Egito, e inclusive seu dever e sua responsabilidade, controlar suas fronteiras", acrescentou Mubarak, em suas primeiras declarações sobre a construção do muro.

O líder egípcio comentou também sobre os mais recentes incidentes na localidade de Naya Hamadi, no sul do Egito, onde vários homens armados dispararam no último dia 6 contra fiéis cristãos coptas quando saíam da igreja e mataram oito deles.

"Alerto do perigo de atingir a unidade deste povo e de dividir muçulmanos e coptas", disse Mubarak.

Além disso, afirmou que os choques entre cristãos e muçulmanos abrem as portas para "ingerências estrangeiras", que o Egito rejeita.

O presidente reconheceu que a região árabe enfrenta "fenômenos estranhos" em consequência da "ignorância e do radicalismo".

Sobre isso, pediu uma reforma do discurso religioso oferecido nas igrejas e mesquitas. EFE hh/an

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