Mubarak analisa com rei jordaniano conflito israelense-palestino

Cairo, 28 abr (EFE) - O presidente do Egito, Hosni Mubarak, e o rei da Jordânia, Abdullah II, analisaram hoje a mediação egípcia para conseguir uma trégua entre os palestinos e israelenses e entre as próprias facções palestinas, informou a agência oficial de notícias Mena. A reunião, que durou cerca de uma hora, foi realizada em um salão do aeroporto da localidade turística egípcia de Sharm el-Sheikh, no litoral do Mar Vermelho, afirmou a agência oficial egípcia. As conversas entre os chefes de Estado também se concentraram no andamento das ações do Governo egípcio, dedicadas a impulsionar o processo de paz e as negociações entre palestinos e israelenses. Além disso, a Mena destacou que o presidente egípcio e o monarca hachemita estudaram a evolução dos esforços destinados a alcançar uma reconciliação entre as distintas facções palestinas. Por outro lado, Abdullah II aproveitou sua breve visita para informar a Mubarak sobre os resultados da viagem que efetuou na semana passada a Washington, onde se reuniu com o presidente americano, George W. Bush.

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A visita do rei da Jordânia foi realizada no dia seguinte à reunião do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, com Mubarak em Sharm el-Sheikh, onde o líder palestino reiterou seu desejo de que o conflito palestino-israelense seja resolvido antes do final deste ano.

Sobre o andamento das negociações palestino-israelenses, Abbas revelou que "continuamos com as conversas, mas até agora não chegamos a qualquer resultado".

O presidente da ANP disse que tinha informado Mubarak sobre o resultado de suas recentes visitas a Washington e Moscou.

Os dirigentes também falaram sobre a mediação egípcia para obter uma trégua entre Israel e os palestinos em Gaza, e entre o movimento islâmico palestino Hamas - que controla Gaza - e o nacionalista Fatah, que governa na Cisjordânia.

Na terça-feira está prevista a viagem de uma delegação do Hamas ao Egito para analisar os termos da trégua ou "apaziguamento" que o grupo islamita poderia oferecer a Israel.

Em troca, Israel colocaria fim ao bloqueio sobre a Faixa de Gaza.

EFE aj/rb/db

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