MSF pede mais médicos para combater a Aids na África

CIDADE DO MÉXICO - A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) pediu hoje urgentemente profissionais de saúde para combater a Aids na África Subsaariana, diante da grande escassez de especialistas em nessa região, que tem a maior incidência da doença no mundo.

EFE |

Segundo a organização, 70% dos infectados por HIV no mundo não dispõe de acesso a tratamento, em parte por esta falta de profissionais.

"Os pacientes não podem esperar", disse em coletiva de imprensa Mit Phillips, da ONG.

A ONG celebra hoje na capital mexicana uma sessão pouco antes da inauguração da 17ª Conferência Internacional sobre a Aids ("AIDS 2008"), que acontecerá até o próximo dia 8 de agosto.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) assinalam que atualmente as unidades de combate à doença dispõem apenas de um quinto das enfermeiras necessárias e um décimo dos médicos.

A falta de pessoal obedece, em parte, ao bloqueio para canalizar fundos contra a aids imposto pelas políticas econômicas de alguns países e pelas direções de instituições internacionais financeiras, como o FMI.

Alguns ministérios de Saúde africanos não gastam de acordo com as necessidades sanitárias do país, mas com base nas restrições que ditam as políticas financeiras nacionais e internacionais.

Como exemplo de baixos salários na África, o MSF citou as enfermeiras em Malauí, que cobram US$ 3 diários apesar de atenderem 400 pacientes por mês e administrarem, nesse mesmo período, cerca de US$ 7.500 em remédios.

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