MSF envia hospital de campanha e pessoal médico a Haiti

Genebra, 14 jan (EFE).- A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou hoje que chegará ao Haiti nas próximas 24 horas um hospital de campanha com duas salas de operações, assim como cirurgiões e anestesistas para apoiar no atendimento dos feridos do terremoto que devastou o país caribenho.

EFE |

Além disso, cerca de 80 colaboradores adicionais da MSF viajarão ao Haiti, segundo a ONG.

A organização humanitária também indicou que as quatro tendas-hospital colocadas perto das instalações médicas que administrava até o dia do terremoto, e que foram gravemente atingidas, "estão saturadas", com mais de mil pacientes que chegaram em busca de atendimento.

As vítimas apresentam, na maioria, fraturas, ferimentos na cabeça e outros traumatismos graves, que, em muitos casos, requerem cirurgias maiores e que não podem ser tratados porque não há equipamentos para isso.

Para atenuar esta necessidade, uma equipe da MSF foi ao distrito de Cité Soleil, onde há um hospital com sala de operações que poderia servir para atender os casos mais urgentes.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE is/an

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