MP da Colômbia diz que houve paramilitares na inteligência por 10 anos

Bogotá, 11 jan (EFE).- O Ministério Público da Colômbia assegura que os chefes paramilitares Fidel e Carlos Castaño, ambos desaparecidos, tinham gente infiltrada nos mais altos níveis do serviço de inteligência estatal ao longo dos anos 90, como revela hoje o diário El Tiempo.

EFE |

Essa infiltração no chamado Departamento Administrativo de Segurança (DAS) é chave, segundo o Ministério Público, para esclarecer a morte do candidato a presidente Carlos Pizarro em abril de 1990 e pelo menos outros seis assassinatos ocorridos na Colômbia na mesma época.

A Procuradoria Geral da Colômbia considera que os fatos que cercam o assassinato de Pizarro não são isolados, uma vez que os investigadores observaram o mesmo padrão de homicídio no do também candidato presidencial Luis Carlos Galán, em agosto de 1989.

O padrão continua com a morte do candidato de esquerda Bernardo Jaramillo Ossa, em março de 1990, e se mantém até o assassinato do jornalista e humorista Jaime Garzón, em agosto de 1999.

"Não se pode falar de uma responsabilidade institucional, mas de uma infiltração que chegou aos mais altos níveis. Nessa época, aparecem funcionários em cargos-chave que terminam recrutados pelos Castaño", assinalou ao jornal uma fonte da Procuradoria.

O Ministério Público pediu em 6 de janeiro a vinculação de dois ex-funcionários do DAS no caso Pizarro, assassinado em um avião poucos minutos após decolar de um aeroporto de Bogotá, e solicitou à Promotoria a inspeção dos processos pelos crimes de Galán e Jaramillo Ossa.

Os irmãos Fidel e Carlos Castaño criaram os esquadrões paramilitares na década de 80 para combater as guerrilhas esquerdistas e proteger os negócios do narcotráfico.

Os dois morreram em incidentes diferentes e em circunstâncias estranhas ainda não esclarecidas. EFE fer/rr

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