Movimentos rebeldes sudaneses decidem se unir em Darfur

Cairo, 3 abr (EFE).- O líder de uma facção dissidente do grupo rebelde Movimento de Libertação do Sudão (MLS), Suleiman Jamous, a qual atua na região sudanesa de Darfur, anunciou hoje a integração do grupo ao Movimento de Justiça e Igualdade (MJI), o principal da área.

EFE |

Em declarações à rede de televisão catariana "Al Jazira", Jamous explicou que a incorporação ao MJI faz parte de uma estratégia que tem como objetivo unificar os grupos rebeldes da região.

O conflito de Darfur - no qual 300 mil pessoas já morreram, segundo a ONU - explodiu em janeiro de 2003 quando o MLS e o MJI pegaram em armas contra o Governo sudanês em protesto pela situação de pobreza da região.

Desde então, estes dois grupos se fragmentaram em diversas milícias devido a disputas e diferenças internas.

Jamous se separou do MLS para fundar o MLS-Unidade, quando o grupo rebelde original decidiu assinar um acordo de paz com o Governo do Sudão em 2005.

"A melhor opção possível agora é unir a resistência em Darfur", disse o líder rebelde, que considerou sua decisão como "o princípio da unificação de todos os movimentos rebeldes".

Além disso, Jamous explicou à "Al Jazira" que fornecerá uma força militar composta por 30 oficiais e 500 milicianos ao MJI, movimento que também não assinou os acordos de paz de 2005 com Cartum, mas firmou em fevereiro deste ano um pacto de boa vontade com o Governo sudanês.

No entanto, este grupo rebelde cortou os contatos com o Executivo sudanês depois que o presidente do país, Omar al-Bashir, decidiu expulsar 13 ONGs do país em represália à ordem de detenção do Tribunal Penal Internacional emitida contra si em 4 de março por supostos crimes de guerra e lesa-humanidade cometidos em Darfur. EFE nq-jfu/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG