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Moussavi seguirá oposição a Ahmadinejad por vias legais

Teerã, 7 jul (EFE).- O dirigente opositor iraniano Mir Hussein Moussavi, derrotado nas últimas eleições presidenciais, disse que continuará protestando por vias legais e insistiu que o novo mandato de Mahmoud Ahmadinejad carece de legitimidade.

EFE |

Em encontro ontem à noite com outras duas grandes figuras do reformismo iraniano, o ex-presidente Mohamad Khatami e o ex- presidente do Parlamento e também candidato derrotado Mehdi Karubi, o ex-premiê alertou novamente que o polêmico resultado eleitoral "ameaça os pilares do regime".

"Devemos realizar tudo o que estiver ao nosso alcance para prosseguir com nosso movimento de oposição, embora sempre dentro dos canais legais. Deve ser um trabalho em equipe e bem organizado", disse Moussavi, citado pela imprensa local.

O Irã foi palco de protestos nas últimas semanas diante da polêmica reeleição de Ahmadinejad, considerada fraudulenta pela oposição. Pelo menos 20 pessoas morreram, segundo números oficiais, e outras milhares acabaram detidas.

O resultado trouxe à tona as divergências no regime teocrático dos aiatolás após 30 anos de revolução islâmica.

Na segunda-feira, clérigos e políticos reformistas iranianos pediram ao ex-premiê que lidere uma plataforma política para continuar o protesto ao polêmico resultado eleitoral.

A Organização dos Mujahedin da Revolução Islâmica, uma das principais plataformas reformistas, também pediu ao ex-primeiro-ministro que forme um partido político para defender suas alegações.

Moussavi publicou uma lista de irregularidades que teriam favorecido a inesperada reeleição de Ahmadinejad por uma surpreendente maioria absoluta. Apesar das ameaças de parte do regime, ele anunciou que não reconhecerá a legitimidade do próximo Governo.

As alegações do dirigente da oposição são apoiadas por diversas associações civis e religiosas favoráveis à reforma no Irã.

O líder supremo da revolução, aiatolá Ali Khamenei, defendeu o triunfo de Ahmadinejad e admitiu esta situação na segunda, mas pediu aos iranianos que se mantenham unidos e saibam distinguir amigos e inimigos. EFE.

jm/dp

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