Moussavi adverte que seu eventual desaparecimento não freará a crise no Irã

Teerã, 1 jan (EFE).- O líder do movimento verde de oposição iraniana, Mir Hussein Moussavi, advertiu hoje ao regime que o país está imerso em uma grave crise e que sua prisão ou morte não a freará.

EFE |

Em comunicado divulgado em seu site, "Kalamé", o ex-primeiro-ministro e principal candidato derrotado nas eleições de 12 de junho, disse que se preciso for poderá morrer pela causa.

"Quero deixar claro que uma ordem de execução, assassinato ou prisão não resolverá a situação. Não tenho medo de morrer em favor das reivindicações do povo", contou Moussavi, segundo a nota.

O Irã é palco de uma crise política e social desde a reeleição há seis meses do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, em um polêmico pleito cujo resultado a oposição classificou de "fraudulento".

A queda-de-braço se agravou na semana passada depois que pelo menos oito pessoas, segundo números oficiais, morreram nos confrontos entre as Forças de Segurança e os grupos de oposição durante o dia de "Ashura", a festa mais sagrada do calendário religioso xiita.

O Ministério de Inteligência culpou pelos distúrbios grupos "antirrevolucionários" e "estrangeiros", enquanto a Polícia reiterou que a partir de agora a tolerância com manifestantes nas ruas "será zero".

Além disso, vários aiatolá do setor mais duro do estamento religioso advertiram aos líderes da oposição que se não pedirem desculpas os mesmos serão acusados de "Mohareb" (inimigos de Deus), um delito que a jurisprudência iraniana castiga com pena de morte.

EFE jm/dm

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