Mousavi se diz pessimista sobre recurso contra eleição no Irã

TEERÃ - O candidato derrotado à presidência do Irã, Mirhossein Mousavi, está pessimista sobre o recurso em que pede a um conselho legislativo o cancelamento do resultado das eleições da semana passada, disse seu site na internet nesta segunda-feira.

Reuters |


Apontando irregularidades na votação, Mousavi pediu formalmente no domingo que a eleição de 12 de junho seja anulada, após o Ministério do Interior divulgar os resultados que indicaram ampla vitória do atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

"Apelei ao Conselho Protetor mas não estou muito otimista sobre o julgamento deles", disse Mousavi a seus partidários durante comício em Teerã nesta segunda-feira, de acordo com seu site. "Muitos de seus membros durante a eleição não foram imparciais e apoiaram o candidato do governo", disse ele.


Milhares de pessoas tomaram as ruas de Teerã / AFP


Dezenas de milhares de pessoas se reuniram em um comício pró-Mousavi, desafiando uma proibição do governo. O Ministério do Interior alertou que Mousavi seria responsabilizado por quaisquer consequências se ele mantivesse a manifestação.

No final do comício, milicianos islâmicos Basij mataram uma pessoa e feriram outras quando o prédio deles foi atacado por manifestantes que participavam do comício, disse um fotógrafo iraniano.

Mousavi, discursando antes do ataque, disse estar "pronto para pagar qualquer preço" em sua luta contra as irregularidades nas eleições. "Vim aqui para convidar todos a defenderem seus direitos calmamente", disse ele.

O anúncio do resultado da eleição no sábado gerou protestos violentos em Teerã e em outras partes do país, e manifestantes anti- Ahmadinejad enfrentaram policiais e membros da milícia Basij. "Estou exigindo que forças do governo parem a violência contra as pessoas", disse Mousavi.

Ele também comentou o incidente no qual estudantes da Universidade de Teerã disseram que membros Basij atacaram seus dormitórios na manhã de segunda-feira. Autoridades da universidade negaram o incidente.

"Aqueles que incendiaram ônibus e motocicletas atacaram dormitórios e brutalmente quebraram pernas, cabeças, braços e atiraram alguns dos estudantes pelas janelas e prenderam muitas pessoas", disse Mousavi.

Nos últimos três dias de violência, a polícia acusou "bandidos" de incendiar ônibus, quebrar janelas de bancos e outros prédios, e danificar propriedade pública.

Protestos tomam ruas de Teerã; assista:

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