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Mousavi: Vou trabalhar para recuperar confiança internacional no Irã

Teerã, 29 mai (EFE).- O candidato independente pró-reformista à Presidência do Irã, Mir Hussein Mousavi, afirmou hoje que trabalhará para recuperar a confiança internacional no país se vencer as eleições do próximo dia 12 de junho.

EFE |

Em entrevista coletiva concedida hoje à imprensa internacional em Teerã, o ex-primeiro-ministro iraniano asseverou que uma de suas primeiras medidas seria retomar a negociação nuclear com o denominado grupo 5+1, integrado pelos países-membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha.

Esta negociação, no entanto, se centraria unicamente em questões de segurança, confiança e respeito mútuo e não no acesso à tecnologia, já que o Irã jamais vai renunciar a este direito, especificou Moussavi, que desponta como o principal adversário do atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad.

As últimas pesquisas mostram que Mousavi, que comandou o Executivo na difícil década de 80, ganharia do atual governante nas grandes cidades.

O próprio candidato, que tenta aliar o legado reformista do ex-presidente Mohammad Khatami e o respeito estrito aos pilares da revolução, confirmou que as pesquisas com que sua equipe de campanha trabalha lhe apontam como ganhador, por isso que se sente "relaxado e confiante".

O candidato aproveitou as perguntas para voltar a atacar a política econômica do país e a ação de seu oponente, que nos últimos dias de campanha exalta a alta salarial que seu Governo concedeu dois meses atrás.

"O dever do Governo é aumentar os salários porque a inflação disparou. Mas eu me pergunto, por que agora, 20 dias antes das eleições? E de onde sai esse dinheiro?", criticou.

"Não houve uma boa política econômica. A inflação disparou e tivemos três ministros de Economia em quatro anos. Agora temos problemas devido à queda do preço do petróleo. Este Governo criou uma situação muito difícil para qualquer que venha depois", advertiu.

O candidato afirmou também que a atitude de diálogo do presidente americano, Barack Obama, quebrou no Irã o tabu sobre uma possível aproximação dos Estados Unidos, mas que são precisos passos práticos como o levantamento das sanções para se avançar.

Mousavi se mostrou aberto a conversa tête-à-tête com o presidente americano, se ganhar as eleições.

Estados Unidos e o Irã romperam seu laços diplomáticos em abril de 1980, pouco depois da eclosão da revolução islâmica que tirou do poder o último Xá da Pérsia, o pró-ocidental Mohammed Reza Pahlevi.

EFE jm/ma

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