Nova York, 15 abr (EFE).- A Motorola acusou hoje o ex-responsável financeiro Paul Liska de destruir provas judiciais ao apagar arquivos de um laptop da fabricante americana de equipamento de telecomunicações.

Em um processo apresentado hoje perante um tribunal de Chicago, a Motorola afirma que, após sair da empresa, Liska levou consigo um computador e o devolveu duas semanas depois, após ter usado um programa para apagar dados.

No começo do ano, Liska processou a companhia, assegurando que tinha sido demitido por advertir de que as previsões que tinha sobre a evolução da divisão de telefonia celular da firma eram otimistas demais.

A saída do executivo da empresa foi anunciada sem muitas explicações em 3 de fevereiro, coincidindo com a apresentação dos resultados da Motorola em 2008, quando perdeu US$ 4,163 bilhões.

Entre outras medidas, esses resultados forçaram a empresa a suspender seu dividendo e reduzir em US$ 1,2 bilhão os custos da divisão de celulares, a mais afetada pelo aumento da competição e pela queda da demanda.

Agora, a Motorola pede à Justiça americana que exija a Liska, a quem recentemente acusou de ser um "traidor" e de ter uma conduta "caprichosa", que devolva os arquivos que faltam e que a companhia considera fundamentais para continuar com a batalha judicial que as partes mantêm. EFE mgl/db

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