Autoridades da Holanda anunciaram que morreu nesta sexta-feira o homem que dirigia um carro que invadiu um desfile da família real do país na quinta-feira, matando pelo menos cinco pessoas. Mais de dez ficaram feridas no incidente em Apeldoorn, a 90 km da capital holandesa, Amsterdã.

Karst Tates, de 38 anos, atropelou membros do público que assistiam ao desfile, do qual participavam a rainha Beatrix, em um ônibus aberto, e outros membros da família real.

Depois de invadir o desfile e quase atingir o ônibus onde estava a família real, o carro de Tates bateu em um monumento.

Promotores anunciaram que Tates morreu durante a madrugada devido aos ferimentos que teve na colisão contra o monumento. Ele já estava "clinicamente morto" na noite de quinta-feira, devido a danos sofridos no cérebro.

Policiais que interrogaram Tates antes que ele entrasse em coma afirmaram que o motorista do carro tinha como alvo a família real holandesa.

Demissão

Os vizinhos de Tates na cidade de Huissen disseram à Rádio Holanda que ele trabalhava como segurança até que foi demitido há alguns meses e o descreveram como um homem quieto e solitário.

Tates não tinha ficha criminal ou histórico de problemas mentais.

"Não foram encontradas armas, explosivos ou indicações de uma conspiração maior depois de buscas na casa do suspeito", afirmaram os promotores.

Apesar da morte do motorista, a polícia vai continuar a investigação para descobrir os motivos do ataque.

Em um pronunciamento transmitido pela televisão holandesa, a rainha Beatrix afirmou que ficou abalada pelo incidente.

"O que começou como um dia agradável acabou em tragédia. Estamos todos profundamente chocados. Estamos sem palavras que algo tão terrível possa ter acontecido", afirmou


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