Motorista de Bin Laden será julgado em Guantánamo

Por Jim Loney BASE NAVAL DE GUANTANAMO, Cuba (Reuters) - Um iemenita que pode se tornar a primeira pessoa julgada pela corte de crimes de guerra dos Estados Unidos na base naval de Guantánamo foi mais do que um motorista para Osama Bin Laden, disseram agentes norte-americanos na quinta-feira. Salim Hamdan transportou armas e disse ter jurado fidelidade ao líder da Al Qaeda, tendo também recebido pagamento por seus serviços diretamente de Bin Laden, disseram agentes a um juiz em audiências anteriores ao julgamento na base norte-americana em Cuba. Hamdam foi capturado no Afeganistão em 2001.

Reuters |

Advogados do acusado de terrorismo, que enfrenta o primeiro tribunal norte-americano de crimes de guerra desde a Segunda Guerra Mundial, dizem que Hamdan era apenas um motorista e mecânico de Bin Laden, que fazia o trabalho por que precisava do pagamento mensal de 200 dólares.

Em depoimento que durou mais de dois dias, agentes federais disseram que Hamdan os indicou a localização dos esconderijos e campos de treinamento de Bin Laden no Afeganistão.

'Salim descreveu a promessa de um voto sagrado de fidelidade a Osama Bin Laden', disse Robert McFadden, um agente do Serviço de Investigação Criminal da Marinha que interrogou Hamdan em Guantanamo em 2003.

O agente mostrou Hamdan e Bin Laden juntos em uma fotografia exibida à corte, notando que ambos carregavam rifles.

Hamdan será julgado na segunda-feira acusado de conspiração e de apoiar materialmente os terroristas. Uma corte federal em Washington rejeitou os esforços de seus advogados de adiarem o julgamento para a próxima quinta-feira. Hamdan, que tem pouco menos de quarenta anos, pode pegar a pena de prisão perpétua.

A corte de crimes de guerra dos EUA, estabelecida para julgar suspeitos de terrorismo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, tem sido considerada injusta por grupos de direitos humanos.

Os advogados de Hamdan argumentaram que um decreto da Suprema Corte dos EUA no mês passado garantiu aos prisioneiros de Guantánamo --cerca de 265 no momento-- direitos constitucionais fundamentais.

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