Motor do avião que caiu não tinha pegado fogo, segundo a imprensa

O motor esquerdo do avião que teria causado a tragédia de quarta-feira em Madri, deixando 153 mortos, não pegou fogo na decolagem, ao contrário dos primeiros depoimentos, afirmou nesta sexta-feira a imprensa espanhola, com base em imagens da autoridade aeroportuária.

AFP |

As imagens gravadas pela autoridade máxima dos aeroportos espanhóis (Aena) não mostram um incêndio no motor do MD-82 da Spanair, segundo os investigadores, indicou o El País.

O avião "subiu, bateu no solo e depois pegou fogo", indicou o jornal.

O diretor de Aviação Civil, Manuel Bautista, consultado pelo El País, disse que houve "mais de uma falha" e acrescentou que "uma falha do motor não é causa de um acidente".

O avião não teve potência suficiente para a decolagem, segundo o ABC, que citou fontes ligadas à investigação.

Segundo o El Mundo, que cita fontes da Aviação Civil, algumas peças do motor esquerdo tinham se desprendido e atingido o leme da aeronave, desequilibrando-a e fazendo com que caísse.

O diretor geral da Spanair, Marcus Hedblom, disse na quinta-feira em Madri que o pessoal técnico da empresa havia atuado "respeitando durante todo o tempo os regulamentos e as normas".

A Spanair reconheceu que o piloto havia detectado antes da decolagem um problema de aquecimento da válvula de entrada de ar, mas esse problema foi "resolvido de acordo com o manual" da aeronave, disse na quinta-feira o vice-diretor da Spanair, Javier Mendoza.

O avião que sofreu o acidente, que se dirigia para Las Palmas, nas ilhas Canárias, caiu na quarta-feira enquanto decolava, deixando 153 mortos, a maior tragédia aérea espanhola dos últimos 25 anos.

A ministra do Fomento, Magdalena Alvarez, disse na quinta-feira, referindo-se ao acidente, que o avião "subiu 200 pés, cerca de 50 metros, antes de cair".

sgi/dm

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