Motor com restos de aves de avião da US Airways é encontrado no rio Hudson

Um dos motores do avião da US Airways, que na quinta-feira passada fez um pouso de emergência nas águas do rio Hudson, em Nova York, foi encontrado, apresentando rastros do impacto de aves, informaram investigadores federais.

AFP |

O National Transportation Safety Board (NTSB) indicou em um comunicado que as pás da turbina direita, que permaneceu unida ao corpo da aeronave e está sendo examinada, "apresentam rastros da colizão com um corpo quente".

"Encontramos o que parece ser material orgânico - restos de aves - no motor direito, nas asas e na fuselagem", explicou o NTSB. Além disso, uma pena foi descoberta presa a uma das asas.

O motor esquerdo do avião foi localizado à tarde, no leito do rio, na altura da 52th Street de Manhattan. Ainda não foi levado para a superfície, mas está amarrado, disse Kitty Higgins, porta-voz do NTSB.

O local onde a turbina foi encontrada, após vários dias de busca, não está muito longe do lugar onde o avião impactou as águas do Hudson.

Segundo a NTSB, o motor será retirado da água na quinta-feira; a investigação in loco, por sua vez, deve ser concluída no fim de semana.

O Airbus A-320, que decolou do aeroporto de La Guardia com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, conseguiu pousar na água, após sofrer avarias nos motores. Graças à perícia do piloto, seus 155 ocupantes sobreviveram.

Os investigadores continuam examinando a fuselagem e o motor direito da aeronave, que foi levado para Nova Jersey. Essa turbina não se soltou com o choque da aterrissagem.

Os restos orgânicos "foram enviados ao departamento de Agricultura para análise", enquanto a pluma foi enviada a especialistas ornitólogos do Instituto Smithsonian para identificação da espécie.

As gravações das "caixas pretas" obtidas no domingo sustentaram a tese de que o acidente foi causado por uma colisão com aves.

O piloto Chesley Sullenberger chegou a contar que havia um bando de aves logo depois da decolagem, e algumas delas foram sugadas pelos motores.

Pouco antes do acidente, o pára-brisa da cabine de comando do avião ficou "literalmente cheia de grandes pássaros marrom escuro", relatou Sullenberger, de 57 anos, aos investigadores, de acordo com Kitty Higgins.

Ao mesmo tempo, o piloto e o co-piloto "ouviram estrondos, sentiram o impacto, a luz caiu e depois sentiram o cheiro dos pássaros queimados".

Mesmo assimm, Sullenberger conseguiu realizar uma impecável manobra sobre a água e, graças a uma rápida operação de resgate, os 150 passageiros e 5 tripulantes se salvaram.

ltl/ap

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