Mostra em SP percorre meio século de carreira de Roberto Carlos

Waldheim García Montoya. São Paulo, 10 mar (EFE).- Os 50 anos de carreira do cantor Roberto Carlos estão reunidos em uma exposição em São Paulo.

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O meio século de vida musical do Rei ocupa desde sexta-feira a Oca do Parque Ibirapuera, uma sala para exposições projetada por Oscar Niemeyer.

Idealizada pelo próprio artista há oito anos, "Roberto Carlos, 50 anos de música" faz parte da programação especial de comemoração das cinco décadas de carreira do cantor.

A programação inclui ainda uma turnê pelo Brasil e o exterior, um cruzeiro pelo Atlântico e a gravação de um especial de televisão, no qual o cantor se apresentou apenas com mulheres e que deu origem ao disco "Elas cantam Roberto".

A Oca reúne os automóveis clássicos utilizados por Roberto em filmes e vídeos, incluído o calhambeque da canção de mesmo, um de seus grandes sucessos nos anos 60.

Estão lá também as motos, os pianos, seu primeiro violão, guitarra e os troféus. Além disso, há os apetrechos usados pelo artista durante os shows, dispostos em vitrines e corredores ao longo da mostra.

Não são apenas os saudosistas da Jovem Guarda que foram ao Ibirapuera neste primeiro final de semana. As novas gerações de fãs do artista compareceram em peso.

"Cresci escutando as canções do Roberto Carlos sintonizadas no rádio pela minha mãe e avó. Não é uma questão de herança, é de gosto. Esta mostra traz coisas que não sabíamos dele ou que sabíamos, mas não conhecíamos", comentou a jovem Luzia Nonato, integrante de um dos fã-clubes do cantor.

Sempre reservado com relação a sua vida pessoal, dessa vez Roberto abriu parte disso ao público com a exibição de algumas lembranças familiares, como fotos e diplomas.

Roberto Carlos nasceu em 1941 em Cachoeira do Itapemirim, no Espírito Santo. Sua vida pessoal esteve marcada por um acidente ferroviário na infância, no qual perdeu a perna direita, e depois pela morte da terceira esposa, Maria Rita, em 1999.

Sua voz foi além das fronteiras nacionais tornando-o o artista brasileiro que mais vendeu discos no mundo - no total foram 120 milhões de cópias.

Na exposição também há uma seção dedicada aos presentes recebidos pelo público. Além disso, há uma pequena sala de cinema que projeta filmes e documentários de que o artista participou.

Declarações e mensagens de amigos como Erasmo Carlos e de outros ícones da música brasileira como Tom Jobim, Caetano Veloso e Maria Bethânia, assim como de numerosas figuras do mundo do espetáculo são outro atrativo para os visitantes.

A discografia completa, tanto em português como em espanhol, italiano, francês e inglês, se encontra digitalizada e à disposição dos visitantes em cabines onde eles também podem deixar mensagens para o cantor.

A mostra recebeu cerca de sete mil visitantes em seu primeiro fim de semana e vai até 9 de maio, Dia das Mães. A Oca funciona de terça a domingo. EFE wgm/pb/rr

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