Mostra em SP expõe lado mais crítico de Andy Warhol

São Paulo, 19 mar (EFE).- A mostra Andy Warhol, Mr.

EFE |

América" reunirá a partir de amanhã em São Paulo cerca de 200 obras do artista americano (1928-1987), na maior exposição de obras dele já realizada no país.

A mostra vai até o dia 23 de maio na Estação Pinacoteca e apresenta 26 pinturas, 58 gravuras, 39 fotografias, duas instalações e 44 filmes do artista.

A exposição conta com peças memoráveis como os retratos de Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor, os auto-retratos multicoloridos do artista e o tradicional desenho das latas de sopa Campbell's.

No entanto, os responsáveis pela exposição fazem questão de ressaltar o lado mais crítico de Warhol contra a política americana e sua personalidade sarcástica.

Nesse sentido, o retrato de Marilyn Monroe, extremamente maquiada, quase grotesca, coloca o artista além do rótulo de 'artista pop'.

As latas da sopa Campbell's não só querem chamar atenção com cores escandalosas e visualmente atrativas, mas pretendem lançar uma crítica à superficialidade e o consumismo da América do pós-guerra.

Sarcástico e provocador, Warhol enchia algumas de suas obras de referências sexuais não explícitas, mas suficientemente claras para provocar o público mais conservador da época. É o caso do curta "Blow Job", que mostra o rosto de um homem recebendo sexo oral.

Também se destaca o "Empire", uma versão reduzida de uma gravação de 50 minutos em que o artista retrata a grandeza do império americano através de imagens do Empire State Building.

"Considerado um 'outsider' por sua classe social, orientação sexual e aparência, Warhol sempre quis viver o sonho americano com uma intensidade patológica", assegura Philip Larratt-Smith, comissário da exposição.

O artista não escondia sua homossexualidade nem em sua obra nem em sua maneira de ser e se portar em público, mas era muito consciente das limitações estabelecidas pelas convenções da sociedade americana.

A exposição dedica uma atenção especial às obras realizadas entre 1961 e 1968, período no qual Warhol trabalhou no estúdio The Factory em Nova York, por onde passaram grandes artistas da época como Bob Dylan, Mick Jagger e Lou Reed.

A exposição "Andy Warhol, Mr. América" termina seu giro pela América do Sul em São Paulo, após ter passado por Bogotá e Buenos Aires. EFE af/pb/rr

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