Mostra com cadáveres conta ciclo da vida humana

O anatomista alemão Gunther von Hagens, conhecido como Dr. Morte, inaugurou uma exposição em Londres em que usa cadáveres dissecados para contar o ciclo da vida humana, da concepção ao envelhecimento.

BBC Brasil |

Hagens ficou famoso após conduzir, em 2002, a primeira autópsia pública. Nos anos 70, ele desenvolveu uma técnica para preservar corpos, conhecida como plastinação.

O procedimento consiste em retirar gordura, água, sangue, e tecidos do corpo e substituí-los por resinas plásticas de silicone.

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Exposição tenta mostrar o ciclo da vida humana

À medida que aprimorava a técnica ele se deu conta de que poderia usá-la para moldar os corpos em diferentes posições.

A mostra Body Worlds and The Mirror of Time (Mundos dos corpos e o espelho do tempo, em tradução livre), em exibição na arena O2, no sudeste da capital britânica, inclui um cadáver sentado à mesa, absorvido em seu jogo de xadrez e um casal em uma pose de balé que desafia a gravidade.

Hagens diz que a anatomia, como objeto de arte, tem sido negligenciada. Não porque não seja convincente, mas porque seu conteúdo - ossos e partes degeneradas do corpo humano - é geralmente feio e pouco apelativo.

Inspirado em exames de ressonância magnética de três dimensões, o médico cortou mãos, pulmões e cérebros para mostrar o interior dos órgãos.

Em dois dos cadáveres é possível ver com clareza as diferenças entre um pulmão sadio e um danificado pela ação da nicotina.

Alguns objetos em exposição podem provocar reações de repulsa, como um feto preservado ou um torso com os intestinos à mostra. Mas, como um todo, a exposição oferece uma aula de anatomia humana.

A exposição fica em cartaz até agosto de 2009.

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