Moscou volta à normalidade após duplo atentado no metrô

Moscou, 29 mar (EFE).- A capital russa volta à normalidade após o brutal duplo atentado suicida cometido hoje no metrô de Moscou que, segundo os últimos dados oficiais, deixou pelo menos 38 mortos e 63 feridos, muitos deles em estado grave.

EFE |

Oito horas depois das explosões, ocorridas na hora do rush desta manhã nas estações Lubyanka e Park Kultury, os trens voltaram a circular pela linha vermelha do metrô, a mais antiga e uma das mais movimentadas.

Os corpos de segurança sustentam que os dois atentados foram organizados por grupos terroristas do norte do Cáucaso e protagonizados por mulheres suicidas. Eles também procuram outras duas mulheres e um homem que poderiam estar envolvidos no caso.

Em imagens divulgadas pela televisão, podem ser vistos os danos causados em ambas as estações pelos estilhaços da explosão, detonada por cinturões de bombas usados pelas duas "viúvas negras", como são denominadas na Rússia as mulheres suicidas, que costumam ser esposas de guerrilheiros islâmicos abatidos por forças de segurança.

Cerca de três horas após a explosão, foi reaberto o trânsito de veículos na avenida circular de Moscou. Ele havia sido interditado pela Polícia após as explosões, causando inúmeros congestionamentos na cidade.

O atentado suicida, o primeiro em Moscou desde 2004, obrigou o Governo a impor medidas rigorosas de segurança em aeroportos, estações de trem e o transporte por toda a Rússia. Em Moscou, as autoridades mobilizaram quase mil militares para patrulhar as ruas e as linhas de metrô.

A Prefeitura de Moscou declarou na terça-feira um dia de luto na capital, enquanto o Governo anunciou assistência e indenizações às famílias das vítimas e aos feridos.

O presidente Dmitri Medvedev, que após o atentado assegurou que a Rússia não medirá esforços para combater o terrorismo, foi pessoalmente à estação Lubyanka no início da noite para deixar flores no local da tragédia.

Medvedev chamou de "animais" os autores dos atentados e afirmou que "serão todos liquidados", assim como foram os responsáveis de outros atentados na Rússia.

O Serviço Federal de Segurança russo, cuja sede se encontra junto à estação Lubyanka, considerou esse duplo atentado uma resposta à eliminação nos últimos meses de vários líderes da guerrilha separatista islâmica no Cáucaso.

Medvedev prometeu elaborar "um sistema moderno de alerta à população e de controle do transporte público". Já o primeiro-ministro, Vladimir Putin, retornou com urgência da Sibéria e esteve em um hospital de Moscou para visitar feridos da tragédia.

EFE se/sa

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG