Moscou volta a amanhecer sob fumaça de incêndios florestais

Rússia registra maior onda de calor dos últimos 130 anos

EFE |

Moscou voltou a amanhecer envolvida pela fumaça dos incêndios florestais nos arredores da cidade nesta quarta-feira, em meio à maior onda de calor na Rússia em 130 anos de observações meteorológicas.

A fumaça e o cheiro de queimado eram muito fortes principalmente no centro e no noroeste de Moscou, onde no começo da manhã a visibilidade não superava os 400 metros. A fumaça podia ser percebida até mesmo dentro de algumas estações de metrô a mais 60 metros de profundidade.

A qualidade do ar em Moscou pode melhorar caso sejam confirmadas as previsões meteorológicas, que anunciaram que nesta quarta-feira haverá tempestades com fortes ventos. No entanto, as temperaturas na parte europeia da Rússia continuarão batendo recordes: segundo os meteorologistas, para este fim de semana em Moscou e seus arredores, são esperadas temperaturas de até 40 graus.

A fonte da fumaça que cobre a capital russa são os incêndios de jazidas de combustível de origem vegetal, altamente inflamável e difícil de apagar, que são muito numerosas nos arredores de Moscou.

O combustível de origem vegetal queima inclusive a até dez metros de profundidade, e o fogo pode se propagar de maneira subterrânea a grandes distâncias e subir à superfície onde menos se espera. Na véspera, o presidente russo, Dmitri Medvedev, aceitou ajuda estrangeira para combater os incêndios florestais que devastaram várias regiões da parte europeia do país, causando até agora 41 mortes.

Na terça-feira, segundo o Ministério da Rússia para Situações de Emergência, em todo o país havia 246 focos de incêndio, 69 deles de grande porte, em uma superfície total de 121 mil hectares.

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