Moscou diz que caso de espiões russos presos nos EUA é infundado

Departamento de Justiça dos EUA diz que acusados viveram durante anos país em um programa secreto de espionagem

iG São Paulo |

As prisões de supostos espiões russos nos Estados Unidos são "infundadas e mal intencionadas" e recordam a época da Guerra Fria, declarou nesta terça-feira o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em um comunicado. "Em nossa opinião, tais ações não tem em absoluto qualquer fundamento e são mal intenciondas", afirmou a diplomacia russa.

Um pouco antes, um porta-voz do ministério considerou que existem muitas contradições nas informações sobre a detenção nos Estados Unidos de supostos agentes do SVR, o Serviço Russo de Inteligência Externa. O SVR não se pronunciou a respeito .

Segundo o chanceler russo Serguei Lavrov, Moscou está à espera de explicações sobre a detenção desses supostos espiões. "Não nos explicaram do que se trata. Espero que expliquem", disse Lavrov em Jerusalém, onde se encontra de visita.

Prisão de supostos espiões

AP
Agentes do FBI isolam casa de suspeito na cidade de Yonkers, em Nova York
No que foi retratado por autoridades como uma extraordinária repressão a uma rede de espionagem russa, o Departamento de Justiça acusou na segunda-feira 11 pessoas de viver durante anos nos EUA como parte de um programa secreto de espionagem da SVR - a agência sucessora da soviética KGB, informou o The New York Times.

Dos 11 acusados, dez foram presos no domingo . O último suspeito, conhecido como Christopher R. Metsos, continua foragido.

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, as prisões foram feitas em operações nos Estados de Nova York, Massachusetts, Nova Jersey e Virgínia.

Os presos foram acusados de conspiração para agir como agentes de um governo estrangeiro, o que pode acarretar uma pena máxima de cinco anos de prisão.

Nove dos detidos também enfrentam acusações de conspiração para lavagem de dinheiro, cuja pena máxima de prisão chega a 20 anos.

Anos de investigação

Na declaração oficial, o Departamento de Justiça americano afirma que os suspeitos foram detidos depois de uma investigação que durou vários anos.

Dois dos detidos - um casal conhecido pelos pseudônimos de Richard Murphy e Cynthia Murphy - foram presos na cidade de Montclair, no Estado de Nova Jersey; Vicky Pelaez e um homem conhecido apenas como Juan Lazaro foram detidos em Yonkers, no Estado de Nova York; e Anna Chapman foi detida na cidade de Nova York.

Outras três pessoas, Michael Semenko e um casal conhecido como Michael Zottoli e Patricia Mills, foram presos em suas casas no condado de Arlington, no Estado da Virgínia. Mais duas pessoas, conhecidas como Donald Howard Heathfield e Tracey Lee Ann Foley, foram presas em Boston, Massachusetts.

* Com BBC Brasil, The New York Times e AFP

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