Moscou denuncia venda de armas americanas à Geórgia

O embaixador russo nas Nações Unidas expressou, nesta terça-feira, a insatisfação de seu país com os Estados Unidos, que acusou de vender armas à Geórgia.

Redação com agências internacionais |

"Não estamos satisfeitos com a forma como os americanos estão agindo neste conflito, nem com o apoio prestado pelos Estados Unidos nos últimos anos ao (presidente georgiano) Mikhail Saakashvili", declarou Vitaly Shurkin à rede de televisão americana CNN.

Washington tem sido "um importante fornecedor de armas ao governo de Saakashvili", denunciou o diplomata. "Vamos falar francamente com os americanos, e espero que consigamos chegar a algumas conclusões", acrescentou.

Presença de instrutores

O representante permanente da Rússia perante a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Dmitri Rogozin, denunciou nesta terça-feira a presença de instrutores militares dos Estados Unidos na Geórgia na semana passada.

"Pelo menos 127 instrutores estavam na Geórgia antes do início do conflito" na Ossétia do Sul, disse Rogozin em entrevista coletiva no quartel-general da Aliança Atlântica em Bruxelas.

Segundo o embaixador, a Rússia tem provas de que os soldados americanos realizaram sessões de treino com o Exército da Geórgia, mas não pode dizer com certeza se continuam na zona ou se já deixaram o país.

Em declarações à imprensa minutos depois, o embaixador dos EUA perante a Otan, Kurt Volker, não quis comentar estas acusações, mas lembrou que Washington enviou no passado instrutores à Geórgia para reforçar a luta contra o terrorismo internacional.

Por outra parte, Rogozin insinuou nesta terça-feira que poderia haver soldados americanos combatendo na Ossétia do Sul junto aos georgianos.

"Apareceram mortos soldados georgianos de pele escura", assegurou perante os jornalistas.

"Quem são?", questionou o embaixador, que anunciou que Moscou poderia fazer exames de DNA para identificar os corpos.

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