Moscou concede crédito de US$ 1 bilhão a Caracas para cooperação militar

Orenburgo (Rússia), 25 set (EFE).- A Rússia concederá um crédito de US$ 1 bilhão à Venezuela para estimular a cooperação técnico-militar entre os dois países, afirmou hoje uma fonte do Kremlin à agência RIA Novosti.

EFE |

O anúncio aconteceu horas antes da chegada à Rússia do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cujo país é o principal cliente da indústria militar russa na América Latina.

No período entre 2005 e 2007, a Venezuela assinou 12 contratos de compras de armas russas por mais de US$ 4,4 bilhões e, segundo afirmou Chávez recentemente, Caracas deseja comprar submarinos russos, entre outros armamentos.

A fonte russa disse que a atual cooperação militar entre os dois países "se desenvolve positivamente e está estritamente em consonância com as correspondentes obrigações internacionais e as normas legais".

Também destacou os intensivos contatos entre os Ministérios da Defesa e das Forças Armadas dos dois países.

"Destacamos a calorosa recepção que a parte venezuelana deu aos aviões russos Tu-160. Também está planejada para novembro a viagem à Venezuela de uma série de navios da Marinha russa liderada pelo cruzador nuclear Piotr Veliki (Pedro, o Grande)", declarou.

A fonte se referia à realização de exercícios navais conjuntos no Mar do Caribe previstos para ocorrer entre 10 e 14 de novembro.

Além do Piotr Veliki, participarão das manobras a fragata anti-submarina Admiral Chabanenko, um navio de salvamento e um navio-tanque.

Nos últimos anos a Venezuela adquiriu 24 caças-bombardeiros Sukhoi-30 MK2, 50 helicópteros de vários tipos e 100 mil fuzis Kalashnikov AK-103.

Chávez, que chegará procedente da China, visitará a Rússia pela terceira vez nos últimos dois anos, o que demonstra grande interesse por Caracas em reforçar a cooperação bilateral com Moscou.

O presidente venezuelano tem expressado nos últimos meses seu desejo de reforças uma "aliança estratégica" com a Rússia em todos os planos, inclusive comercial, para resistir à pressão dos Estados Unidos na Venezuela e na América Latina. EFE mb/wr/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG